- A Confederação Brasileira de Futebol lançou a campanha Raízes de Ouro para reconectar Vini Jr. ao povo Tikar.
- No Dia da Consciência Negra, o atacante e o pai fizeram um teste de DNA inédito, conduzido pela empresa African Ancestry.
- O exame confirmou origens de Vini Jr. no povo Tikar, no Camarões.
- A revelação ocorreu no gramado da Arena Fonte Nova, em Salvador.
- O Tikar vive no noroeste de Camarões, tem liderança religiosa na aldeia e é conhecido pela arte em madeira, bronze e ferro.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou uma campanha para reconectar o atacante Vinícius Júnior ao povo Tikar, etnia africana ligada às raízes do jogador. A iniciativa foi anunciada no Dia da Consciência Negra e contou com um teste genético realizado pelo atleta e pelo seu pai.
O exame foi conduzido pela empresa African Ancestry, detentora da maior base de dados de linhagens africanas. O resultado aponta o Camarões como país de origem ancestral de Vinícius Júnior, com a confirmação da ligação familiar.
A revelação ocorreu no gramado da Arena Fonte Nova, em Salvador, durante a divulgação da pesquisa. A campanha busca ampliar o entendimento sobre raízes negras no futebol brasileiro e valorizar a herança cultural do atleta.
Legado e cultura Tikar
O povo Tikar habita a região noroeste de Camarões e mantém estruturas sociais complexas, com líderes comunitários que exercem papéis religiosos e culturais centrais. A cultura Tikar preserva tradições orais e práticas próprias.
A etnia é reconhecida pela produção artesanal, com máscaras rituais de madeira e trabalhos em bronze e ferro. A iniciativa da CBF conecta Vinícius Júnior a essa tradição, reforçando a resistência histórica frente ao racismo.
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