- Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Amsterdã analisaram sangue de mais de 300 jogadores amadores e mostraram que cabeçadas ativam sinais de alerta no organismo.
- A pesquisa, publicada em JAMA Neurology, detectou aumento de proteínas ligadas à lesão neuronal, como S100B e p-tau217, com maior impacto conforme a força do cabeceio.
- Os níveis dessas proteínas voltam ao normal cerca de quarenta e oito horas após o jogo, mas o dano cumulativo ao longo da carreira é o principal risco.
- O estudo acompanhou as partidas com câmeras para medir a força de cada cabeceio e coletou amostras de sangue em três momentos: antes, logo após o jogo e dois dias depois.
- A pesquisa aponta que atletas sem contato não apresentam as mesmas alterações, reforçando a necessidade de diretrizes de proteção e de cuidado neurológico a longo prazo.
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Um estudo do Centro Médico da Universidade de Amsterdã analisou sangue de mais de 300 jogadores amadores de futebol para entender o que ocorre após cabeceios. Publicado na JAMA Neurology, aponta reagentes no plasma indicativos de dano neural.
Os pesquisadores associam o impacto mecânico repetido durante partidas à liberação de marcadores que podem sinalizar lesões cerebrais, mesmo em cabeçadas consideradas normais no jogo. A relação entre força e frequência aparece como fator chave.
Detalhes da metodologia
Câmeras acompanharam cada cabeceio para medir a força aplicada. Amostras de sangue foram coletadas em três momentos: antes, logo após o jogo e dois dias depois. O objetivo foi mapear a evolução dos marcadores no organismo.
Quais biomarcadores foram observados
A proteína S100B apresentou elevação significativa, associada a quadros de concussão. Ainda houve aumento da proteína p-tau217, comum em estudos sobre Alzheimer. Os níveis voltaram ao normal em cerca de 48 horas.
O que isso implica para o esporte
Os autores destacam que o dano não depende de um único impacto, mas do acúmulo semanal ao longo da carreira. A pesquisa reforça a necessidade de diretrizes de proteção em diversas modalidades esportivas, inclusive para amadores.
Perspectivas e próximos passos
A comparação com atletas de esportes sem contato mostrou ausência das mesmas alterações, sugerindo efeito específico de atividades com cabeçada. Futuramente, a ciência buscará compreender efeitos a longo prazo em veteranos.
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