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Copa 2026 impulsiona Infantino e seu futuro político

Copa de 2026 aumenta faturamento e mira reeleição de Infantino, mas geopolítica e ações judiciais podem afetar seu mandato

Gianni Infantino discursa com troféu da Copa do Mundo durante evento da Fifa em Dallas
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  • A Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções e será disputada entre Estados Unidos, Canadá e México, de 11 de junho a 19 de julho, representando grande fonte de receita para a Fifa.
  • Gianni Infantino, presidente da Fifa desde 2016, marcou reunião dos delegados para 18 de março de 2027, em Rabat, para decidir a extensão de seu mandato.
  • A gestão aposta em aumento de faturamento com bilheteria, direitos de transmissão e patrocínios, estimando crescer cerca de 72% em relação ao ciclo anterior, contando com o apoio de 16 federações adicionais.
  • Há expectativa de expansão da Copa 2030 para 64 seleções, como proposta sul-americana, reforçando o modelo de redistribuição de receitas entre federações.
  • Existem investigações e ações judiciais sobre a venda de ingressos, com queixas da Football Supporters Europe na União Europeia e apurações de procuradores em Nova York e Nova Jersey.

O anúncio da Copa do Mundo de 2026 consolida a expansão da Fifa sob a liderança de Gianni Infantino, que busca ampliar receitas e participação global. O evento, com 48 seleções, ocorre em três países: Estados Unidos, Canadá e México, de 11 de junho a 19 de julho.

Infantino, no cargo desde 2016, mira a reeleição em 2027, com uma reunião prevista para 18 de março de 2027 em Rabat. Delegados de 211 federações-membros devem votar para prorrogar seu mandato, num momento de alta pressão por resultados financeiros e políticos.

A edição de 2026 representa o maior salto mercadológico da gestão, incluindo a primeira Copa do Mundo de Clubes com 32 equipes. A meta é elevar as receitas da FIFA com bilheteria, direitos de transmissão e patrocínios, segundo planos divulgados pela entidade.

A expansão apresenta impactos financeiros expressivos, especialmente para federações menores, que mantêm igual poder de voto e repartição de recursos. O modelo de redistribuição é apontado como central para a governança da Fifa e para seus eleitores.

Mudanças e críticas sobre gestão

A assinatura de contratos e a ampliação de etapas de competição foram defendidas pela diretoria como forma de ampliar o alcance do futebol de forma sustentável. Entidades críticas destacam a pressão por receitas elevadas e o desafio de gestão de custos.

Os debates envolvem também a Copa do Mundo de 2030, com possibilidade de 64 seleções, conforme propostas estudadas pela Fifa. A discussão sobre formatos e distribuição de recursos permanece central para as federações-membros.

Aspectos legais e judiciais

A política de preços de ingressos tem gerado controvérsias, com denúncias de práticas consideradas opacas e desleais pela Football Supporters Europe. Além disso, ações na União Europeia buscam questionar o uso de posição dominante pela entidade.

Autoridades de Nova York e Nova Jersey iniciaram investigações sobre a venda de ingressos, ampliando o escrutínio legal sobre a organização. Avaliações apontam riscos de inconformidades com leis locais caso as práticas não sejam ajustadas.

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