- A Fifa definiu parcerias com TikTok e YouTube para a Copa do Mundo de 2026, buscando novas receitas e engajamento de fãs jovens, sem abandonar as transmissões tradicionais.
- No TikTok, 30 influenciadores de 11 países terão credenciais para falar sobre a Copa com conteúdo voltado para torcedores, bastidores e imagens ao vivo.
- No YouTube, canais com direitos de transmissão poderão exibir gratuitamente os primeiros dez minutos de cada jogo.
- A Netflix fechou exclusividade nos EUA para as Copas do Mundo femininas de 2027 e 2031, incluindo séries documentais, ampliando presença em eventos esportivos ao vivo.
- A Panini deixa de produzir figurinhas a partir de 2031, sendo substituída pela Fanatics, que já tem licença para 2026 e vai distribuir US$ 150 milhões em mercadorias; direitos de transmissão ainda são a principal fonte de receita da Fifa, que foi de cerca de US$ 7,6 bilhões no ciclo 2019-2022, com 45% provenientes dessas transmissões.
Com acordos com TikTok, YouTube e Netflix, a Fifa busca ampliar o público jovem e novas fontes de receita para a Copa do Mundo de 2026, diante da queda de audiência na TV tradicional. A entidade trabalha para alinhar plataformas digitais com direitos de transmissão.
Antes da competição de 2026, a Fifa fechou parcerias com plataformas de vídeo para ampliar o alcance, em especial nos Estados Unidos, Canadá e México, onde a Copa começa em 11 de junho. As novidades incluem formatos voltados aos torcedores e bastidores.
Plataformas digitais e novos formatos
No TikTok, 30 influenciadores de 11 países receberão credenciais para abordar fãs com conteúdo ao vivo e acesso aos bastidores. O objetivo é manter a atenção dos jovens, ao mesmo tempo em que se complementam com a transmissão tradicional.
No YouTube, canais com direitos de transmissão poderão exibir os primeiros 10 minutos de cada jogo sem custo adicional. O TikTok também promete novas fontes de receita publicitária para canais e parceiros.
A Netflix avança na estratégia de esportes ao vivo, mantendo exclusividade nos Estados Unidos para as Copas do Mundo femininas de 2027 e 2031. A parceria inclui séries documentais, fortalecendo a presença da plataforma no ecossistema esportivo.
Monetização e cenário financeiro
A televisão continua sendo o principal motor financeiro da Fifa. Entre 2019 e 2022, direitos de transmissão representaram 45% da receita total, estimada em US$ 7,6 bilhões. Marketing respondeu por 24% e licenciamento por 10%.
A Fifa pretende que as plataformas digitais atuem como complementos aos direitos de TV, não substitutos. A estratégia visa manter o engajamento e atrair o público jovem para formatos adicionais de consumo.
Novo modelo de produtos derivados
Em 7 de maio, a Fifa anunciou a substituição da Panini pela americana Fanatics a partir de 2031. A Fanatics já detém licença para a Copa de 2026 e planeja distribuir gratuitamente US$ 150 milhões em mercadorias para jovens.
A Fanatics mira expansão de itens colecionáveis, vestuário e apostas esportivas, buscando referência semelhante ao crescimento observado no mercado de itens da Uefa, que superou US$ 200 milhões.
A mudança estabelece um portfólio de produtos derivados mais amplo, com foco em engajamento de fãs jovens e novas formas de monetização, além das transmissões. A transição entra em vigor após o ciclo atual.
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