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Fifa divide entre federações o faturamento gerado pela Copa do Mundo

Fifa projeta receita recorde de US$ 13 bilhões no ciclo 2023-2026, sendo US$ 8,9 bilhões em 2026, enquanto retorno aos países e cidades-sede permanece incerto

Logo da Copa do Mundo é exibido na região da Times Square, em Nova York
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  • A FIFA projeta receita recorde de US$ 13 bilhões no ciclo 2023-2026, sendo US$ 8,9 bilhões em 2026 (aproximadamente R$ 44,8 bilhões na cotação atual), com 48 seleções disputando a Copa de 11 de junho a 19 de julho.
  • A cifra de 2026 representa 56% acima da edição de 2022 (Qatar) e 67% acima de 2018 (Rússia); o total de jogos subiu de 64 para 104.
  • A arrecadação prevista com ingressos é de US$ 3 bilhões (R$ 15 bilhões), mais de três vezes o ganho de 2022, enquanto os direitos de transmissão podem chegar a quase US$ 4 bilhões e os patrocínios, 21% mais.
  • A premiação total da Copa aumentou 15% e chegará a US$ 871 milhões; cada equipe terá mínimo de US$ 12,5 milhões, com até US$ 50 milhões para o campeão.
  • O orçamento da FIFA para a Copa é de US$ 3,7 bilhões, com US$ 1,7 bilhão destinados ao programa de desenvolvimento; as cidades anfitriãs ficam com custos de infraestrutura e segurança, enquanto a maioria dos lucros fica com a FIFA.

A Fifa projeta faturar um recorde de US$ 13 bilhões no ciclo 2023-2026, dos quais US$ 8,9 bilhões ocorrem em 2026. A Copa do Mundo masculina, com 48 seleções, será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, envolvendo pela primeira vez o evento com esse formato ampliado. A previsão em reais, na cotação atual, ultrapassa R$ 44,8 bilhões apenas em 2026.

> O aumento acompanha a expansão de equipes e mercados: o torneio terá 104 jogos, maior volumetria desde a edição anterior. A Fifa destaca que a parceria entre Estados Unidos, Canadá e México amplia a visibilidade de patrocinadores e o alcance global do campeonato, segundo analistas da área.

As receitas previstas para 2026 incluem incremento de 34% nos direitos de transmissão, chegando a quase US$ 4 bilhões, e alta de 21% nos patrocínios. A organização estima ainda que a arrecadação com ingressos atinja cerca de US$ 3 bilhões, superior a três vezes a obtida na edição de 2022.

Os números se ajudam com o aumento de 56% nas receitas da Copa em comparação com o Mundial de 2022, e o dobro de 2014, no Brasil. A entidade ressalta que aprimorou técnicas de monetização, mantendo a marca forte da competição ao longo de décadas.

Do lado financeiro, a Fifa planeja gastar US$ 3,7 bilhões com a Copa deste ano. Um quarto desse montante deve beneficiar seleções e clubes que liberam jogadores. A premiação total foi ajustada para US$ 871 milhões, com prêmios que variam de US$ 12,5 milhões por equipe até US$ 50 milhões para o campeão.

A projeção de custos também contempla impostos e custos logísticos, sobretudo nos Estados Unidos e Canadá. Uma fonte ligada ao setor indica que apenas chegar às quartas de final pode sustentar os benefícios financeiros esperados para as federações nacionais.

Além disso, o programa de desenvolvimento da Fifa receberá US$ 1,7 bilhão em 2026, benefício que amplia o apoio às 211 federações-membros, independentemente de sua dimensão. Esse recurso é apresentado pela entidade como ferramenta de investimento estratégico.

Nas cidades anfitriãs, a divisão de lucros fica majoritariamente com a Fifa, enquanto as cidades arcam com infraestrutura e segurança. O impacto econômico direto para as comunidades é acompanhado com cautela por especialistas, dada a dificuldade em medir receitas indiretas.

Entre as cidades-sede, Miami espera receber até um milhão de visitantes e criar cerca de 9 mil empregos durante o período de competição. Nova York e Nova Jersey estimam, juntas, um impacto de aproximadamente US$ 3,3 bilhões (em julho de 2025).

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