- Fluminense começou o Brasileirão entre os candidatos ao título, mantendo-se vivo nas três principais competições ao retornar da pausa da Copa do Mundo.
- A suspensão da temporada gerou turbulência: desgaste físico, debates sobre adiamento de jogos e oscilações na Libertadores, refletindo em queda de rendimento.
- A defesa foi o principal problema após a saída de Thiago Silva, com a equipe sofrendo gols em sequência e dificuldade de organização defensiva.
- John Kennedy foi o destaque individual, mas Martinelli, Lucho Acosta e Guga também tiveram atuações relevantes ao longo do semestre.
- A janela de transferências traz Hulk, Savarino e outros reforços; a vitória sobre o Deportivo La Guaira consolidou a classificação na Libertadores e elevou o ambiente após momentos de cobrança.
O Fluminense iniciou o ano entre os favoritos do Brasileirão, ganhou destaque com vitórias no início e passou por oscilações que provocaram pressão sobre o técnico Luis Zubeldía. O intervalo da Copa do Mundo chega com o time ainda vivo em três frentes: Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil.
No Brasileirão, o Tricolor começou bem, chegou a quarta posição na quinta rodada e havia ocupando o terceiro lugar após duas décadas de pontos. O desempenho elevou a expectativa de disputar o G-4 e até liderar a competição em certos momentos, antes da queda de desempenho.
A curva de rendimento ganhou contornos problemáticos após o empate com o Coritiba, somando desgaste físico, calendário carregado e oscilações na Libertadores. O ataque manteve produção, mas a defesa passou a ser os principais indícios de fragilidade.
A defesa sob pressão
A saída de Thiago Silva deixou um vácuo de liderança e organização na defesa. O treinador reconheceu a dificuldade de reconstruir a dupla de zaga rapidamente, com a equipe mais ofensiva e ainda sofrendo gols. Foram 11 jogos seguidos levando gols, com erros individuais em momentos decisivos.
A performance ficou menos estável defensivamente, enquanto o time buscava soluções internas para manter a regularidade. A torcida reclamou de demora em mudanças e de uso restrito de jogadores que poderiam elevar o nível das laterais.
Destaques, contratos e expectativa para a segunda metade
John Kennedy manteve o protagonismo com gols decisivos, especialmente no início do semestre. Martinelli e Lucho Acosta se consolidaram como pilares do meio-campo, mesmo com lesões e oscilações. Guga ganhou espaço na lateral direita, surgindo como notícia positiva.
Savarino, Acosta e Freytes apareceram como reforços importantes, com Hulk chegando após a Copa para ampliar o poder ofensivo ao lado de John Kennedy. A principal missão é fortalecer a defesa e manter o time competitivo até a abertura da janela de transferências.
O triunfo por 3 a 1 sobre o Deportivo La Guaira foi simbólico: confirmou a classificação às oitavas da Libertadores e reacendeu a relação com a torcida. Mesmo com vaias pontuais, o elenco ganhou unidade após a confirmação da vaga.
O Fluminense encerra o primeiro semestre com a expectativa de recuperação no segundo semestre, ambiente mais estável e reforços a caminho. A equipe terá quase dois meses de janela para corrigir deficiências e buscar as melhores opções para brigar pelos títulos.
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