- Lohran Barbarini, 16 anos, venceu a leucemia LMA-M3 hemorrágica e contou com o futebol como apoio durante o tratamento.
- Nos primeiros meses de quimioterapia, uma fisioterapeuta levou uma bola; Lohran deixou de lado as dificuldades e tentou embaixadinhas, segundo a mãe.
- Gabriel Senise, 18, enfrentou crises de ansiedade e depressão após atuar na Europa; ele diz que o futebol o ajudou a lidar com a situação.
- O psicólogo esportivo Rubens Oliveira afirma que o futebol funciona como rede de apoio, ajudando o paciente a viver o presente durante o tratamento.
A bola que acalma e salva foi laser de foco em dois casos de jovens que enfrentam doenças graves e problemas de saúde mental. Lohran Barbarini, 16, venceu uma leucemia e Gabriel Senise, 18, superou crises de ansiedade e depressão relacionadas à carreira no futebol. Os relatos destacam o papel do esporte como apoio durante tratamentos médicos e momentos de crise.
Lohran começou a jogar desde bebê e chegou a treinar em escolinhas de futsal e futebol em Campinas (SP) até receber o diagnóstico de leucemia LMA-M3 hemorrágica, ainda na infância. Quando o tratamento começou, ficou 29 dias sem andar e perdeu força muscular.
Durante a quimioterapia, uma fisioterapeuta levou uma pequena bola para o paciente exercitar as mãos. Ao ver a bola, Lohran tentou embaixadinhas no chão do hospital e descreveu que ali reencontrou o desejo de jogar, afirmando que a bola ajudou a acelerar a recuperação.
Impacto emocional e recuperação
Gabriel Senise, aos 18 anos, esteve na Europa para jogar futebol, na Espanha e em Portugal, quando começou a sofrer crises de ansiedade e depressão. A distância da família e a pressão profissional agravaram o quadro, com queda de peso de 6 kg em um mês e episódios de pânico.
O diagnóstico ocorreu após uma crise noturna que levou Gabriel ao hospital, onde recebeu tratamento médico. Ele relata que, mesmo diante das dificuldades, manteve o sonho de retornar ao futebol como motivação para seguir em frente.
Rede de apoio e leitura clínica
Especialistas apontam que o futebol funciona como rede de apoio emocional. O psicólogo esportivo Rubens Oliveira afirma que o esporte ajuda a trazer o paciente ao presente, reduzindo a ênfase excessiva no futuro ou no passado, o que favorece a frequência de tratamentos.
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