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Um quarto dos convocados para o Mundial defendem país de nascimento diferente

Quarto dos convocados para a Copa de 2026 nasceu fora do país; Brasil está entre as oito seleções com elenco 100% de atletas locais

Jogadores da República Democrática do Congo reunidos em treinamento; 20 dos 26 convocados não nasceram no país
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  • A Copa do Mundo de 2026 terá 1.248 jogadores, com início em onze de junho, em partidas nos Estados Unidos, México e Canadá, conforme lista da Fifa.
  • Quase um quarto dos convocados atua por seleções de países diferentes de onde nasceram; são 289 atletas nessas situações.
  • Curaçao tem 25 dos seus 26 convocados nascidos na Holanda, país que ocupou o território até 1954.
  • Apenas oito das 48 seleções terão um elenco todo formado por jogadores nascidos no próprio país; o Brasil é um deles, com 26 atletas locais.
  • A França concentra muitos jogadores em outras seleções (75 distribuídos em 12 times, com 22 defendendo a França) e a média de idade geral é de 27 anos, com o mais novo tendo 17 anos e o mais velho, 43.

A Copa do Mundo de 2026 terá 1.248 jogadores disputando as partidas em território norte-americano, com sedes nos Estados Unidos, no México e no Canadá. A lista oficial foi divulgada pela Fifa na terça-feira (3).

Segundo dados da Opta, 289 atletas foram convocados por seleções diferentes daquela de nascimento. Isso representa 23% do total, quase um quarto dos chamados para o torneio.

A situação mostra que o amor pela camisa vai além do lugar de nascimento. Curaçao tem o caso mais expressivo: de 26 convocados, 25 nasceram na Holanda, antiga metrópole colonial.

Mudanças e curiosidades

Na República Democrática do Congo, 20 dos 26 convocados não nasceram no país, vindos de França, Bélgica, Inglaterra e Suíça. A França é o país com mais atletas distribuídos entre equipes: 22 defendem a seleção francesa, enquanto 75 atuam em 12 outros elencos.

Apenas 8 das 48 seleções terão um elenco inteiramente nascido no próprio território. O Brasil faz parte do grupo, com 26 atletas locais, assim como Áustria, África do Sul, Colômbia, Suécia, República Tcheca, Arábia Saudita e Panamá.

A dupla nacionalidade envolve 549 atletas, o que corresponde a 43,9% do total. A edição de 2026 também traz mais competição: 416 atletas a mais do que em 2018, reflexo da expansão de times de 32 para 28, mantendo 26 nomes por seleção.

Idades e composição

Entre as posições, a distribuição é estratégica, com exemplos como Áustria sinalizando ataque e meio-campo, e Gana priorizando atacantes, meio-campistas e jogadores versáteis. O Egito tem quatro goleiros, o que não é comum entre as 48 equipes.

A média de idade fica em 27 anos. Costa do Marfim registra a seleção mais jovem, com média de 25. As mais velhas são Colômbia, Panamá e Irã, com 30 anos de média.

O jogador mais novo é o meia Gilberto Mora, do México, com 17 anos. Ao todo, 11 jogadores têm 18 anos, incluindo Lamine Yamal, da Espanha, e Ayyoub Bouaddi, de Marrocos. O goleiro Craig Gordon, da Escócia, com 43 anos, é o mais velho; Cristiano Ronaldo, Portugal, tem 41.

Até o início da competição, nomes podem sofrer alterações por lesões ou doenças, conforme regulamento da Fifa, com substituições permitidas até 24 horas antes da estreia de cada seleção.

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