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Prejuízo humano gerado pela validação de gol de Leivinha

Gol de Leivinha, considerado válido em dúvida, expõe as consequências políticas da ditadura para quem atuou no futebol brasileiro.

Leivinha morreu hoje, aos 76 anos
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  • Leivinha morreu hoje aos 76 anos.
  • Em 1971, Palmeiras e São Paulo disputavam o Campeonato Paulista no Morumbi; o São Paulo vencia por 1 a 0 quando Leivinha empatou de cabeça.
  • O bandeirinha Dulcídio Wanderley Bosquilia validou o gol; o árbitro Armando Marques anulou por alegada mão na bola.
  • O São Paulo venceu ao empatar e tornou-se bicampeão estadual.
  • Bosquilia, além de bandeirinha, era policial militar e, por sua ousadia, foi removido para a delegacia da rua Tutóia, onde houve torturas no DOI-Codi; foi inocentado pela Comissão Nacional da Verdade.

O que aconteceu: em 1971, Palmeiras e São Paulo duelaram no Morumbi pela decisão do Campeonato Paulista. Leivinha empatou o jogo com uma cabeçada no segundo tempo. Dulcídio Wanderley Bosquilia validou o gol como bandeirinha, mas Armando Marques anulou por suposta mão na bola.

Quem está envolvido: o lance envolveu Leivinha, Bosquilia e Marques. O São Paulo precisava apenas do empate para ser campeão, e a anulação do gol alterou o resultado, mesmo com a validação inicial.

Quando e onde: o incidente ocorreu no Morumbi, na decisão do Paulistão de 1971, em pleno segundo tempo do jogo entre Palmeiras e São Paulo.

Por quê: a anulação decorreu de uma suposta mão na bola, contestada pela equipe paulista. Segundo relatos da época, a controvérsia gerou forte torcida e discussões sobre decisões de arbitragem no futebol paulista.

Contexto político, repercussões e desdobramentos

Dulcídio Bosquilia, que também atuava como policial militar, mais tarde foi removido do trabalho por suas ações no jogo, o que alimentou debates sobre punições a árbitros assistentes. Ele negou envolvimento com atos de tortura, mencionando que apenas integrava o esquema de segurança do local.

A matéria também aponta que o Brasil vivia sob regime militar. Governador de São Paulo na época era Laudo Natel, com Henri Aidar à frente da Casa Civil, que integrava a administração do clube. Bosquilia foi posteriormente alvo de investigações da Comissão Nacional da Verdade, o que resultou em sua absolvição.

Ao longo dos anos, o episódio é lembrado como um exemplo de como uma decisão de arbitragem marcou a carreira de pessoas ligadas ao caso, além de refletir o contexto político da época.

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