- John Textor move uma ação nos EUA afirmando deter 90% do Botafogo via Eagle Bidco e pedindo a nulidade do acordo, alegando que a transferência de ações renderia cerca de R$ 150 milhões e que a venda da SAF não foi concluída em 2022.
- Segundo o processo, os demais acionistas da Eagle Football teriam de pagar o valor para transferir as ações; Textor foi retirado do conselho em janeiro, após conflitos internos de finanças e controle.
- A Eagle Football, sob gestão da Cork Gully, tem recebido propostas para a venda da participação majoritária da SAF Botafogo, com a GDA Luma como favorita.
- Nesta semana, a SAF Botafogo realizou Assembleia Geral online para confirmar a entrada no modelo de recuperação judicial, encerrando o imbróglio com Eagle/Ares.
- Com o acordo aprovado na AGE, a ação da Eagle para impedir o movimento perdeu validade, abrindo caminho para um cessar-fogo entre Eagle/Ares e Botafogo.
John Textor move nos EUA envolve disputa sobre Botafogo
O empresário americano Textor ingressou com ação nos Estados Unidos, alegando possuir 90% das ações do Botafogo. O objetivo é anular o acordo da compra da SAF, firmado em 2022, e obrigar a transferência das ações para a Eagle Bidco, braço da Eagle Football Holdings. O processo busca reconhecer a nulidade do negócio.
A defesa sustenta que, na operação, Textor deveria receber cerca de R$ 150 milhões pela transferência das ações para a Eagle Bidco, controladora das operações do Botafogo, Lyon e RWDM Brussels. Em janeiro, Textor foi retirado do conselho da Eagle por questões financeiras e de controle societário.
Aneração de Textor aponta que a SAF já sinalizou interesse em revender as ações, o que poderia gerar litígios futuros, segundo o empresário. A Eagle, orientada pela Cork Gully, tem recebido propostas recentemente, com a GDA Luma como potencial compradora da participação majoritária da SAF Botafogo.
Novos desdobramentos na SAF
Nesta semana, a SAF Botafogo realizou Assembleia Geral online na quarta-feira (3) para confirmar a entrada no modelo de recuperação judicial. O objetivo era encerrar o impasse com Eagle/Ares e seguir com o processo de reestruturação.
Com a aprovação do plano de recuperação, a ação movida pela Eagle para impedir o movimento perdeu validade, conforme avaliação interna. A decisão abre espaço para um cessar-fogo entre Eagle/Ares e Botafogo, já consolidado nos últimos dias.
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