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Vídeos da seleção brasileira ensinam robô humanoide a marcar gol de letra

Atlas aprende a executar Rabona com treino que combina captura de movimentos, vídeos de seleções históricas e aprendizado por reforço, abrindo caminho para aplicações industriais

Gol de letra feito por robô humanoide Atlas, da Boston Dynamics
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  • A Boston Dynamics, em parceria com a Hyundai, mostrou o robô Atlas aprendendo a executar a Rabona, um chute de letra, usando vídeos de futebol e captura de movimentos.
  • O treinamento combinou dados de movimentos humanos com vídeos de seleções históricas, incluindo o Brasil tricampeão e jogadores como Pelé, Ronaldinho e Ronaldo.
  • Após a captura, houve aprendizado por reforço: o Atlas passou por milhares de simulações na nuvem para aprender a controlar motores, manter equilíbrio e reproduzir o gesto.
  • Segundo a empresa, o que levou um ano de tentativas no mundo real foi comprimido em cerca de vinte e quatro horas de treino virtual.
  • O objetivo da demonstração é usar o futebol como laboratório para desenvolver habilidades que podem migrar para aplicações industriais, como manipulação em fábricas e centros logísticos.

Em preparação para a Copa do Mundo de 2026, a Boston Dynamics levou o futebol para o laboratório. Em parceria com a Hyundai, mostrou o robô Atlas aprendendo a jogar bola e executando um movimento conhecido como Rabona, o que se aproxima de um “chute de letra”.

A demonstração faz parte da campanha Next Starts Now e busca testar a mobilidade, o equilíbrio e a coordenação corporal do robô, inspirados em atletas humanos. O objetivo é avaliar capacidades que vão além do entretenimento.

Para ensinar o movimento, engenheiros usaram captura de movimentos humanos com dispositivos ópticos, obtendo dados de deslocamento, postura e dinâmica corporal. Parte das imagens foi executada pelo pesquisador Roberto Shu, da própria empresa.

Detalhes do treino

Além disso, a IA do Atlas consumiu vídeos de seleções históricas, incluindo o Brasil tricampeão, com Pelé, além de ídolos como Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Outras equipes, como as de Messi e Maradona, também influenciaram o treinamento.

O processo incluiu aprendizado por reforço. Dados humanos foram adaptados à mecânica do Atlas, que difere da de pessoas. O robô, então, passou por milhares de simulações paralelas em GPUs na nuvem para aperfeiçoar motores, equilíbrio e o chute.

Segundo a desenvolvedora, o equivalente a um ano de tentativa e erro no mundo real foi condensado em cerca de 24 horas de treinamento virtual. O resultado é uma máquina capaz de se aproximar do gol com um chute de letra.

Perspectivas e usos

Para a Boston Dynamics, o futebol funciona como laboratório de habilidades transferíveis para aplicações industriais. Coordenação necessária para corrida, equilíbrio e finalização pode ser aplicada a tarefas de manipulação em fábricas e centros logísticos.

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