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Botafogo assina acordo para venda de SAF por R$ 503 milhões

GDA Luma assina acordo para adquirir 90% da SAF por 105 milhões de dólares; aporte inicial de 25 milhões e disputa judicial com John Textor

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  • Botafogo assinou contrato vinculante para vender 90% das ações da SAF à GDA Luma, por 105 milhões de dólares (R$ 503 milhões).
  • A primeira etapa prevê aporte de 25 milhões de dólares pela GDA Luma, já na próxima semana, para quitar salários atrasados e dívidas imediatas.
  • A transferência definitiva depende de acordos financeiros com Lyon e Eagle Football Holdings, controlador anterior do clube, ainda em negociação.
  • John Textor, ex-proprietário da SAF, acionou a Justiça nos Estados Unidos e no Brasil para tentar anular a transferência e manter o controle.
  • Textor afirma possuir 90% das ações, enquanto o Botafogo sustenta que houve penhora de ações e que busca apoio de Gabriel de Alba para assegurar a operação.

O Botafogo fechou nesta sexta-feira um acordo vinculante para vender 90% de suas ações societárias à GDA Luma, grupo estadunidense especializado em recuperação de empresas. O registro da operação prevê um valor total de 105 milhões de dólares, aproximadamente R$ 503 milhões na cotação atual. A expectativa é concluir o negócio nos moldes propostos.

A GDA Luma deverá realizar um aporte inicial de 25 milhões de dólares, cerca de R$ 130 milhões, já na próxima semana. Esse montante será destinados ao caixa do clube para quitar salários atrasados e dívidas imediatas, conforme apurado pelos veículos locais.

O acordo envolve nomes de peso do futebol e dos negócios. Gabriel de Alba, fundador da GDA Luma, afirmou que o objetivo é transformar o Botafogo em uma referência esportiva e corporativa, com transparência e ambição, no Rio de Janeiro.

Novo investidor e perspectiva de futuro

A assinatura marca o início de uma nova fase institucional do clube. A transferência definitiva do controle depende de ajustes financeiros com Lyon e Eagle Football Holdings, empresa vinculada ao controle da Eagle. A negociação envolve valores devidos pelo clube francês no sistema de caixa único.

João Paulo Magalhães, presidente do Botafogo associativo, reuniu-se com Michele Kang, dirigente do Lyon, para tentar formalizar os valores pendentes. As partes ainda buscam um denominador comum para avançar.

John Textor contesta a operação e decidiu acioná-la na Justiça. O ex-dono da SAF afirma que detém 90% das ações e já move ações na Flórida e no Brasil para anular a transferência das ações para a Eagle Bidco. Textor afirma que a transferência pode ser inválida sem assinaturas mútuas.

A defesa de Textor alega que o acordo de 2022 é nulo por falta de assinaturas, enquanto o Botafogo sustenta que houve penhor de ações de Textor com a GDA em um empréstimo de 25 milhões de dólares em fevereiro. O clube enfatiza a busca por estabilidade política com o novo investidor.

Gabriel de Alba reiterou, publicamente, a confiança de que o Botafogo terá crescimento esportivo e reputação sólida, visando consolidar o clube no cenário nacional e continental. A equipe segue sem concluir a transferência total, enquanto as negociações avançam.

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