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Partidas de futebol em Gaza trazem leve alívio à população

Chuteiras emprestadas e campos de areia oferecem breve alívio à população palestina em Gaza, em meio à crise humanitária

O palestino Asaad Al-Azzabi comemorando com a multidão de jovens e crianças a vitória do campo Al-Rahma de deslocados em campeonato de futebol — Foto: ONU News
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  • Em Gaza, partidas de futebol acontecem em campos de areia e com chuteiras remendadas, como forma de levar alegria em meio à crise humanitária.
  • A infraestrutura esportiva foi fortemente prejudicada desde outubro de dois mil e vinte e três, quando ocorreram ataques; centenas de atletas teriam morrido, segundo a Associação Palestina de Futebol.
  • Jogadores como Asaad Al-Azzabi treinam na areia de acampamentos, com o time se reunindo em abrigos para disputar partidas entre os campos improvizados.
  • A ONU apoia a iniciativa Gamechanging, equipe formada por atletas deslocados, com Alphonso Davies como capitão; o elenco ainda traz Camavinga e Rüdiger, entre outros nomes.
  • Em meio a deslocamentos globais, a ONU estima mais de cento e dezessete milhões de pessoas deslocadas à força; um torneio amistoso na sede da ONU, em Nova York, destacou o papel do esporte para a inclusão e a esperança.

Ao longo de Gaza, partidas de futebol ajudam a manter a rotina em meio à crise humanitária. Em Al-Mawasi, na Faixa de Gaza, jogadores improvisam com chuteiras remendadas e campos de areia, buscando alívio para a população afetada pelos conflitos.

Desde outubro de 2023, a infraestrutura esportiva da região tem sido destruída por bombardeios. A Associação Palestina de Futebol estima que centenas de atletas tenham perdido a vida, enquanto comunidades deslocadas tentam manter o esporte como válvula de escape.

Entre os envolvidos, está Asaad Al-Azzabi, ex-jogador que hoje atua em um abrigo de refugiados. Antes, ele possuía equipamentos de alto nível; hoje, luta para encontrar chuteiras para jogar com amigos no campo Sheikh Al-Eid, próximo ao acampamento.

A prática aparece como resposta à escassez de recursos. Em cada jogo, crianças e adolescentes assistem ao confronto entre equipes improvisadas, após longas filas para obter comida, água ou carregar baterias. A partida é, para muitos, um momento de normalidade.

Às vésperas da Copa do Mundo, a ONU destacou o impacto do futebol na vida de jovens deslocados. A organização reafirmou que o esporte pode oferecer esperança, pertencimento e um espaço terapêutico, mesmo em situações de deslocamento forçado.

Em nível global, o ACNUR lançou a equipe Gamechanging, formada por atletas que também passaram pelo deslocamento devido a guerras. O objetivo é evidenciar o potencial de quem encontrou segurança e novas oportunidades por meio do esporte.

O capitão da equipe é Alphonso Davies, do Bayern de Munique, nascido em um campo de refugiados. Com ele jogam Eduardo Camavinga, do Real Madrid, e Antonio Rüdiger, da seleção alemã, nomes que ilustram o papel do futebol na mobilidade humana.

Segundo a ONU, mais de 117 milhões de pessoas vivem deslocadas no mundo, fato que amplifica o interesse pela relação entre esporte, inclusão e resiliência. Em terreno de campo, o futebol se apresenta como ponte entre identidades, famílias e comunidades.

Em cerimônia de lançamento, em 25 de maio, autoridades e ex-jogadores participaram de torneio amistoso na sede da ONU, em Manhattan. Times formados por representantes de diferentes países disputaram partidas para destacar a importância do esporte como ferramenta social.

Créditos de imagem e contexto foram fornecidos pela ONU News, que acompanha as ações de apoio aos deslocados e as iniciativas esportivas em campo. Para o movimento global, o futebol continua abrindo espaços de convivência e esperança.

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