- Botafogo assinou contrato vinculante com a GDA Luma e encaminhou troca no comando da SAF.
- O próximo passo é concluir a negociação com o Lyon, ligado à Eagle Football, para evitar conflitos sobre repasses.
- A SAF entende ter valores a receber no sistema de caixa único da Eagle; há disputa sobre a quantia com a CEO do Lyon e o presidente do Botafogo Social.
- A Eagle deverá transferir as ações à GDA Luma, movimento visto como sem grandes obstáculos no momento.
- Ao comprar as ações, a GDA Luma herdará cerca de R$ 1,2 bilhão em dívida, além dos 105 milhões de dólares acordados, com o objetivo de encerrar disputas judiciais e finalizar a recuperação judicial.
O Botafogo assinou um contrato vinculante com a GDA Luma, empresa do empresário mexicano Gabriel de Alba, na última sexta-feira (5). O negócio envolve a venda de ações da SAF do clube. O acordo também prevê mudanças na gestão do Botafogo.
A negociação ocorre em meio a disputas com a Eagle Football, controladora do Lyon, sobre repasses financeiros. Com John Textor à frente da operação, há divergências sobre valores a serem transferidos entre as partes.
A expectativa é de que a Eagle transfira as ações à GDA Luma, num movimento considerado viável pelas partes após semanas de conversa. A empresa que comprou o Botafogo em 2022 não pretende atrapalhar a negociação.
A GDA Luma, de Gabriel de Alba, e o Botafogo, com Eduardo Iglesias como CEO da SAF, planejam concluir o acordo. A operação envolve a assunção de dívidas e ativos já declarados na recuperação judicial.
Entre os passivos, a transação envolve cerca de US$ 105 milhões pela compra de ações, além de uma dívida estimada em ~R$ 1,2 bilhão. O cenário financeiro é um dos pontos centrais das tratativas.
Gabriel de Alba já sinalizou o desejo de transformar o Botafogo em referência esportiva e corporativa. Em comunicado ao Lance!, ele destacou metas de crecimiento, transparência e gestão profissional para o clube.
A atuação de Alba é associada a reestruturações empresariais anteriores, como a recuperação de dívidas da Pacific Rubiales (Frontera Energy) e a aquisição do Cirque du Soleil. Os holofotes seguem voltados para a conclusão da venda.
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