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CEO da Footbao diz que próximo craque da seleção pode surgir em favela oculta

Footbao usa IA para revelar talentos invisíveis aos sistemas tradicionais; oito jogadores já foram contratados, tornando o Brasil o laboratório global da iniciativa

O CEO da Footbao, Nick Rappolt
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  • A Footbao usa inteligência artificial para identificar jovens atletas talentosos que passam despercebidos pelos métodos tradicionais de captação.
  • O fundador é Nick Rappolt, que chegou a São Paulo em novembro de 2023 para explorar a ideia de conectar jogadores a clubes, independentemente de peneiras tradicionais.
  • O app permite que atletas criem perfis, postem jogadas e tenham suas habilidades analisadas pela IA, enquanto clubes publicam demandas e se candidatam a jogadores.
  • Até agora, oito atletas foram contratados pelo app, incluindo Léo Veiga, que foi para o Spezia, e Glória Gasparini, de dezoito anos, para o Corinthians; o U. S. Lecce também busca talentos por meio do Footbao.
  • O Footbao já acumula mais de meio milhão de downloads, com mais de 120 mil atletas registrados e quarenta clubes parceiros, no Brasil e em outros países.

Nick Rappolt chegou a São Paulo em novembro de 2023 com um objetivo: usar IA para revelar talentos invisíveis aos processos de peneira tradicionais. A ideia é ligar jovens jogadores a clubes profissionais, mesmo sem passarem pelo filtro dos olheiros.

O empresário, com passagem por Facebook, Apple, Google e YouTube, investiga como transformar talentos pouco vistos em oportunidades reais. Em vez de apenas acompanhar resultados, busca caminhos para inserir atletas em equipes mesmo longe dos grandes centros.

Ao chegar ao interior de São Paulo, ele encontrou a Footbao, startup de futebol com falhas técnicas e foco ousado: democratizar o scouting e conectar atletas a times, dentro e fora do Brasil.

Plataforma e funcionamento

A Footbao funciona como app de fácil navegação onde jovens registram perfis e postam cenas de jogos. A IA analisa velocidade, reação, antecipação e técnica, abrindo espaço para que atletas chamem atenção de clubes.

Mesmo com limitações humanas, a parte emocional não é coberta pela IA, deixando espaço para avaliação humana no processo. O algoritmo prioriza exibir jogadas qualificadas e gerar interesse de analistas.

Times publicam demandas, como posições e faixas etárias, e os atletas candidatam-se aos requisitos. Em caso de match, o caminho para oportunidades fica aberto.

Resultados e alcance

Até o momento, oito jogadores foram contratados via Footbao, incluindo Léo Veiga, no Spezia, e Glória Gasparini, no Corinthians, ambas trajetórias divulgadas pela plataforma. O U.S. Lecce também tem participação em um projeto europeu em andamento.

A Footbao já contabiliza mais de 500 mil downloads, com cadastro de mais de 120 mil atletas e 40 clubes parceiros. Entre os colaborados estão clubes no Brasil, Uruguai, Colômbia, Argentina e Itália.

Perspectivas e visão

Rappolt afirma que a tecnologia pode transformar o futebol como ocorreu com o setor financeiro. Ele vislumbra o Brasil como laboratório principal para o modelo, com potencial de replicação em outros esportes se houver sucesso local.

Críticas e desafios existem, principalmente pela forte presença de redes sociais no país, que já dominam o ecossistema de scouting. A Footbao busca consolidar sua proposta sem replicar modelos tradicionais apenas com alcance digital.

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