- Em 5 de junho de 1938, na França, Ernst Wilimowski marcou quatro gols pela Polônia contra o Brasil em uma das partidas mais lembradas das Copas, virando recordista de média de gols por jogo na história do torneio.
- O Brasil venceu por 6 a 5 na prorrogação, eliminando a Polônia, que disputou a competição pela única vez até 1974.
- Wilimowski era atacante versátil, com liberdade de movimentação pelo ataque e destaque na seleção polonesa desde 1934, aos 17 anos.
- Em 1939, pelo clube Ruch Chorzów, chegou a marcar dez gols em uma única partida; ele ficou conhecido como um dos maiores do futebol polonês de sua época.
- Após a Segunda Guerra Mundial, por ligações com a Alemanha nazista e mudanças de cidadania/nome, sua imagem foi marcada como traidor na Polônia; morreu em 1997, aos 81 anos.
O polonês Ernst Wilimowski marcou quatro gols contra o Brasil na Copa de 1938, em França, em uma das partidas mais comentadas da história das Copas. A atuação o colocou entre os maiores goleadores de uma só partida, tema que ficou marcado na época.
A partida terminou em 6 a 5 para o Brasil, após prorrogação, eliminando a Polônia. Mesmo com a derrota, Wilimowski ficou registrado pela sua performance e pelo papel histórico do jogo na trajetória da seleção polonesa naquela edição.
Wilimowski nasceu em 1916 na Silésia, então território alemão, e tinha ascendência alemã. Foi convocado à seleção polonesa ainda jovem, em 1934, destacando-se no futebol de seu país. Em 1939, atuando pelo Ruch Chorzów, chegou a marcar dez gols em uma única partida.
Mudança de cenário: guerra e decisões pessoais
Com a Segunda Guerra Mundial, a região da Silésia passou por ocupação alemã. Wilimowski optou pela cidadania alemã, adotando o sobrenome com dois L e transferindo-se para clubes da Saxônia. Passou a defender a Alemanha, em parte influenciado pelo contexto político e pela situação familiar.
Sua participação pela seleção alemã incluiu oito jogos, nos quais marcou 13 gols. A relação dele com a Alemanha nazista gerou controvérsia e o aproximou de acusações de traição entre fãs e cronistas poloneses. A narrativa complexa envolvendo lealdades divididas acompanhou-o ao longo da carreira.
Após a guerra, Wilimowski permaneceu na Alemanha, jogando por clubes menores, até falecer em 1997, aos 81 anos. A vida do atleta é lembrada tanto pela façanha de 1938 quanto pelos vínculos com o regime que contribuíram para seu afastamento da memória esportiva polonesa.
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