- Boris Becker, ex-número um do mundo, revisita a ascensão no tênis, a ruína financeira e a internação na prisão de Wandsworth em sua autobiografia “Boris Becker por dentro”.
- Em 29 de abril de 2022, ele começou a cumprir uma pena de 30 meses por fraude fiscal, após a falência de 2017, com propriedades avaliadas em mais de £ 2 milhões.
- O ambiente na prisão contrasta com a carreira gloriosa, especialmente o vínculo intenso com Wimbledon, onde Becker dominava as quadras e conhecia bem as reações do público.
- Becker foi libertado em 15 de dezembro do mesmo ano, após oito meses, sob um programa para detentos estrangeiros, e retornou à Alemanha.
- O livro também aborda a transformação pessoal do jogador, incluindo a prática do estoicismo, a volta à mídia como comentarista e a mudança para a vida de escritor.
Boris Becker relembra a trajetória que abriu mão da glória de Wimbledon para a solidão de Wandsworth. Em sua autobiografia, o ex-tenista revisita a ascensão, a ruína financeira e a passagem pela prisão inglesa por fraude fiscal.
O livro trata do caminho que o levou a falir após dívidas imobiliárias em 2017 e da condenação a 30 meses de prisão por ocultação de bens. Becker tinha propriedades avaliadas em mais de £ 2 milhões à época da falência.
A primeira noite na Prisão de Wandsworth, em 29 de abril de 2022, é descrita com tom opressivo. Sons de pessoas feridas ecoavam pelos corredores, segundo o relato do atleta.
Becker cumpriu oito meses de pena, com liberação em 15 de dezembro do mesmo ano. A saída ocorreu em regime de programa especial para estrangeiros, permitindo o retorno imediato à Alemanha.
Antes da prisão, Becker ainda era lembrado como número 1 do mundo, tricampeão de Wimbledon e medalha de ouro nos Jogos de Barcelona 1992. A performance no esporte ficou marcada por momentos de domínio e pressão midiática.
Ao relembrar Wimbledon, Becker destaca o contraste entre o controle percebido nos tempos de atleta e a sensação de estar à mercê na cadeia. O ambiente carcerário ficou marcado pela distância da quadra e da vida pública.
Na autobiografia, o autor recorre a Kipling para refletir sobre triunfo e desgraça. A obra também revela a distância entre a imagem pública e a realidade vivida no período de prisão.
Agora aos 58 anos, Becker relata a experiência sob o rótulo de prisioneiro A2923EV. Ele descreve a sensação de estar preso, sem abrir mão de buscar sentido para o que viveu.
O período de prisão motivou mudanças profundas. Becker passou a dedicar-se à vida após o esporte, atuando como comentarista e analista de tênis, além de dedicar-se à escrita.
Ao longo do livro, o ex-atleta analisa como o estrelato precoce pode ter contribuído para decisões financeiras inadequadas. Relembra falhas de gestão e o afastamento de pessoas importantes da sua equipe.
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