- Neymar afirmou no site da Fifa que não disputará a Copa do Mundo de 2030, marcando a última participação do jogador.
- Aos 34 anos, ele acumula 45 lesões e cinco cirurgias, e não está em condições físicas para competir no auge da carreira.
- A última partida foi em 17 de maio, e ele continua em tratamento na panturrilha direita, mesmo tendo sido convocado lesionado.
- A tendência é atuar contra o Haiti na segunda partida da seleção, após ficar de fora do amistoso com o Panamá.
- O Brasil precisa aprender a jogar sem Neymar, encerrando a dependência que começou em 2011.
Neymar surpreendeu ao confirmar, via site da Fifa, que não disputará a Copa de 2030. Aos 34 anos, ele cita desgaste físico e histórico de lesões que o impedem de seguir o ritmo de colegas da geração. A decisão é apresentada como a última participação dele em Copas.
O jogador relembra 45 lesões e cinco cirurgias ao longo da carreira, e diz não estar em condições de chegar ao auge físico exigido. A última atuação dele ocorreu em 17 de maio, ainda sem plena recuperação. Neymar permanece em tratamento para a panturrilha direita.
A expectativa é de que ele não participe do amistoso de despedida contra o Panamá, no Maracanã, e não deve atuar sequer nos primeiros minutos contra o Egito, nos Estados Unidos. A ideia é tentar voltar para a estreia da seleção, contra o Marrocos, na Copa.
A princípio, o cenário aponta para a estreia brasileira diante do Marrocos sem Neymar ou com atuação muito limitada. A tendência é que ele jogue apenas se recuperar de forma plena, o que não é garantido para a abertura do torneio no próximo fim de semana.
Na visão de especialistas, o histórico de sono irregular, alimentação desregrada e priorização da carreira pesam na performance. O preparador Moracy Sant’Anna lembra que a musculatura fica mais fragilizada nesses contextos, impactando explosões e velocidade.
Neymar já foi dispensado do Al-Hilal, da Arábia Saudita, por não acompanhar o ritmo físico dos companheiros. Mesmo com esquemas de jogo adaptados, ele não conseguiu manter o nível exigido pelo clube, segundo relatos de dirigentes e técnicos da época.
Ao longo da carreira, o jogador colecionou momentos de alta exposição pública, incluindo campanhas de patrocinadores e comunicação constante nas redes sociais. A própria FIFA o destacou nas Copas de 2014, 2018 e 2022, todas encerradas sem título para o Brasil.
Independentemente da evolução física, Neymar declara manter o foco no futebol e na continuidade da carreira. A conversa pública sobre a última participação gera expectativa sobre o futuro da seleção sem o atacante, que integra uma geração de destaque desde 2011.
O Brasil terá de aprender a jogar sem Neymar. A decisão de não disputar a Copa de 2030 indica uma mudança relevante para o planejamento técnico e a renovação do elenco, com a Copa começando em breve.
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