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No futebol, lições para a vida: como o esporte inspira atitudes

Nova regra e uso do VAR prometem maior fluidez e precisão, mas elevam interrupções e dilemas de governança no futebol moderno

Vinicius Mota
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  • Até o início dos anos 1990, o goleiro podia agarrar qualquer bola tocada por um companheiro; regras mudaram para punir o recuo, fortalecendo o passe e a presença do goleiro no jogo de linha.
  • As mudanças modernizaram a relação entre defesa e ataque, promovendo maior compactação e mais disputas em setores próximos às áreas.
  • Há sete anos houve outra alteração no tiro de meta, que dispensa toque fora da grande área, o que facilita a saída da defesa com laterais próximos e aumenta a continuidade da jogada.
  • A Copa do Mundo vai introduzir inovações para evitar cera, como punição de quem demorar mais de dez segundos para sair do campo e cobrança de tiros de meta em até cinco segundos, além de ampliar a revisão por vídeo para escanteios e expulsões.
  • O uso do VAR, adotado desde 2018, reduziu erros de impedimento claro, mas aumenta interrupções; as mudanças em vigor no torneio mundial podem intensificar esse efeito, com impactos no tempo de jogo.

O futebol tem passado por mudanças de regras para tornar o jogo mais fluido e competitivo. Historicamente, goleiros podiam segurar qualquer bola recebida de um companheiro, o que já influenciava o tempo de jogo. A reforma favoreceu ações ofensivas e a circulação da bola.

A partir da segunda metade dos anos 1990, a proibição de tocar com a mão em recuo de pés ajudou a integrar os goleiros ao ritmo do jogo. Com isso, o passe curto entre defesas ganhou espaço, e a pressão no campo começou a ocorrer em zonas mais próximas da meta adversária.

Mais recentemente, mudanças adicionais reforçaram a dinâmica de saída de meta e a pressão de equipes que iniciam a jogada a partir da própria defesa. A ideia é manter a posse de bola perto do ataque e aumentar as possibilidades de recuperação rápida da bola.

Ação e regras na próxima Copa do Mundo

A Copa do Mundo que começa nesta quinta-feira deve trazer novas regras para evitar demora de jogo. Substituições com saída demorada acima de dez segundos acarretarão punição de pelo menos um jogador a menos por tempo mínimo de uma jogada. Laterais e cobranças de tiro de meta terão prazos reduzidos para cobrança, com consequências para quem demorar.

Além disso, a competição ampliará a revisão por vídeo. O VAR poderá corrigir não apenas gols, mas também marcações de escanteio, expulsões por segundo cartão amarelo e infrações na área antes de cobranças de escanteio.

Consequências técnicas e operacionais

O VAR foi adotado de forma ampla desde a Copa de 2018, reduzindo erros graves de arbitragem. Em termos de tempo de jogo, o recurso evita decisões controversas em impedimentos claros e ajusta lances de gols invalidados indevidamente.

Ainda assim, as interrupções decorrentes das intervenções tecnológicas podem aumentar o tempo de jogo. As novas medidas avaliam o equilíbrio entre correção de arbitragens e fluidez da partida, com efeitos a serem observados neste torneio.

Desafios e perspectivas

As mudanças revelam dilemas na gestão de regras que regulamentam atividades humanas complexas. O objetivo é manter a integridade do jogo, sem perder a espontaneidade. A evolução normativa envolve escolhas, impactos e possíveis efeitos não previstos.

Ao longo da história, o futebol convive com orgulho de tradições e a necessidade de adaptação. As alterações buscam práticas mais justas, eficientes e menos invasivas, sem deixar de lado a emoção do esporte.

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