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Copa 2026 terá jogadores refugiados; saiba quem são

ACNUR lança time simbólico de refugiados na Copa de 2026, destacando trajetórias de atletas que buscaram recomeçar após conflitos

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  • Na Copa do Mundo de 2026 haverá jogadores com trajetória de refugiado, em um contexto de mais de 117 milhões de pessoas em deslocamento forçado no mundo.
  • Alphonso Davies, capitão da seleção do Canadá, nasceu em campo de refugiados em Gana e hoje atua pelo Bayern de Munique; é embaixador do ACNUR.
  • Nestory Irankunda, promessa da Austrália, nasceu em campo de refugiados na Tanzânia.
  • Outros atletas na lista incluem Mohamed Touré (Austrália), Ermedin Demirović (Bósnia), Ali Al-Hamadi (Iraque) e Awer Mabil (Austrália).
  • O ACNUR e a FIFA lançaram a campanha Game Change Team, destacando jogadores com histórico de deslocamento que vão representar as seleções na competição.

A Copa do Mundo de 2026, que terá sede no Canadá, EUA e México, traz em campo jogadores cuja trajetória vai além do futebol. Muitos viveram deslocamentos forçados, guerras ou conflitos que moldaram suas carreiras e histórias de vida.

Desde crianças, esses atletas acordaram com a necessidade de reconstruir família, casa e futuro em novos países. Hoje, representam seleções de peso mundial e são símbolo de superação dentro do esporte.

Além de celebrar talentos, as trajetórias de Alphonso Davies, Nestory Irankunda, Mohamed Touré, Ermedin Demirović, Ali Al-Hamadi, Awer Mabil e Bernard Kamungo destacam o papel do refúgio na formação de atletas de alto nível.

Jogadores refugiados na Copa 2026

Alphonso Davies atua pelo Canadá; nasceu em um campo de refugiados em Ghana, após a fuga da guerra civil na Libéria. Hoje é capitão canadense e embaixador do ACNUR.

Nestory Irankunda, nascido em 2006 numa Tanzânia de refugiados, foi para a Austrália e hoje brilha no Watford, da Inglaterra, buscando espaço na seleção australiana.

Mohamed Touré nasceu em um campo na Guiné, fruto do deslocamento de pais durante a guerra civil na Libéria. Jogador do Norwich City, representa a Austrália.

Ermedin Demirović cresceu na Bósnia, marcado pelo conflito que deslocou milhares de pessoas. Hoje atua pelo VfB Stuttgart e integra a seleção bósnia.

Ali Al-Hamadi nasceu no Reino Unido, filho de iraquianos. Defende o Iraque e joga pelo Ipswich Town, consolidando a presença da diáspora.

Awer Mabil, nascido no campo de Kakuma, no Quênia, foi reassentado na Austrália e integra a seleção australina, com passagem pelo Club Deportivo Castellón.

Bernard Kamungo nasceu num campo na Tanzânia e cresceu nos EUA, defendendo a seleção norte-americana e atuando pelo FC Dallas.

Parceira ACNUR e FIFA

A parceria entre ACNUR e FIFA, formalizada em 2023, visa ampliar o acesso de refugiados ao esporte, com foco em crianças e jovens. A cooperação busca inclusão e oportunidades de desenvolvimento global.

Segundo o ACNUR, o esporte é ferramenta de proteção, integração social e combate a discriminações, inclusive xenofobia. A campanha Game Change Team simbolicamente reúne atletas com histórico de deslocamento.

As histórias desses jogadores revelam como o talento pode caminhar junto com resiliência. O ACNUR reforça que refugiados não devem ser definidos apenas pelo deslocamento, mas pelo potencial que oferecem ao esporte e à sociedade.

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