- Luis de la Fuente, atual treinador da seleção espanhola, valoriza o desenvolvimento do futebol na Espanha, afirmando que o reconhecimento pela trajetória vem com os troféus e com a organização de base.
- Ele relembra a função de ensinar e formar treinadores, destacando a influência de sua atuação com seleções de base e de como isso moldou o grupo atual.
- O treinador enfatiza a importância do espírito de equipe e da convivência entre jogadores experientes e jovens, comparando o ambiente da equipe a uma família.
- Sobre Lamine Yamal, De la Fuente diz que o atacante foi “nascido para isto”, enfrenta pressão midiática, teve lesão e pode ou não atuar no jogo inaugural, dependendo da avaliação de ritmo de recuperação.
- O técnico ressalta que o sucesso esportivo é passageiro, mas que valores, princípios e educação no grupo ajudam a manter a coesão e o aprendizado contínuo.
Luis de la Fuente destaca o papel da formação e o peso da responsabilidade na Espanha que busca manter o título europeu. Em Las Rozas, sede da federação, o treinador lembra que o sucesso não começou ontem, mas há décadas de trabalho estruturado na base do futebol espanhol.
O técnico, campeão europeu em 2024, descreve o momento anterior ao embarque para a Copa do Mundo em Chattanooga como um período de avaliação do “carga” de cada jogador. A delegação inclui 20 atletas no primeiro dia, com nomes de alto perfil como Pedro Porro e, later, Lamine Yamal.
De la Fuente enfatiza a importância da convivência entre jogadores jovens e veteranos, reforçando o conceito de grupo como família. A preparação envolve psicologia, fisiologia e uma filosofia de jogo que ele compara aos treinadores que moldaram sua carreira.
Formação de treinadores e influência
Na prática, o treinador revela que seu papel foi pensar o futebol como um processo de construção de pessoas, não apenas de resultados. Ele atuou entre 2017 como professor de licenças UEFA pro, preparando treinadores que hoje comandam equipes de alto nível.
A conversa também relembra a relação com nomes que passaram pela transmissão de conhecimento, como Lionel Scaloni, Xavi Hernández e Xabi Alonso. De la Fuente relembra a troca de aprendizados como eixo de sua própria formação.
Lamine Yamal sob a ótica de De la Fuente
Sobre Lamine Yamal, De la Fuente afirma que o jovem já mostra condições para atuar no primeiro jogo. A análise envolve avaliação constante com a equipe médica e o psicólogo da seleção, buscando equilibrar talento e condições físicas.
O treinador elogia a disciplina e a capacidade de enfrentar a pressão midiática, destacando o papel de técnicos, nutricionistas e psicólogos na preparação de um jogador tão jovem que atua no cenário global. A ideia é manter o foco no coletivo, sem egoísmo.
História e legado
A reportagem destaca a trajetória de De la Fuente, que admite ter aprendido muito com seus alunos ao longo do tempo. O caminho dele envolve ensinar, orientar e aperfeiçoar métodos de treinamento, sempre com foco na formação de pessoas acima de tudo.
Ele reforça a visão de uma Espanha que valoriza o processo de desenvolvimento de base, com impactos que vão além das vitórias. Segundo o treinador, o objetivo é manter o espírito de trabalho, fé e convivência que caracteriza a seleção.
Observações finais
A entrevista ressalta ainda que a equipe convive com a esperança de manter o retorno aos principais torneios com um grupo coeso. A meta é manter a consistência, cumprir as funções táticas e preservar a mentalidade de grupo unificado em busca de novos triunfos.
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