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A FIFA precisa proteger jogadores do calor extremo na Copa do Mundo

Estudo mostra que mais da metade das partidas da Copa do Mundo de Clubes de 2025 ocorreu sob WBGT ≥ 28°C, elevando risco de saúde e prejudicando o desempenho dos jogadores

Cristiano Ronaldo, suado, bebe água de uma garrafa plástica transparente, vestindo camisa de manga comprida azul e branca com detalhes pretos, em um estádio lotado
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  • A Copa do Mundo começa em 11 de junho, com co-sediamento no Canadá, México e Estados Unidos, em um ano já considerado dos mais quentes.
  • Nova pesquisa mostra que o estresse térmico pode reduzir distâncias percorridas e desempenho, além de representar risco à saúde dos jogadores.
  • Da Copa do Mundo de Clubes da FIFA de 2025 foram analisadas 57 partidas; 31 tiveram WBGT igual ou acima de 28°C, 13 acima de 30°C e duas acima de 32°C. (WBGT = Temperatura Global de Bulbo Úmido)
  • O estudo aponta que, na prática, muitos jogos ocorreram sob condições de calor extremo, sugerindo que algumas partidas deveriam ter sido canceladas.
  • Sugestões para a FIFA incluem usar estádios com teto e ar-condicionado, manter pausas de hidratação e adaptar horários e estratégias de jogo para o calor.

A Copa do Mundo de 2026, co-sediada por Canadá, México e Estados Unidos, começa no dia 11 de junho. Especialistas e jogadores alertam que o calor pode impactar desempenho e saúde, e apontam que a Fifa não tem protegido adequadamente os atletas. Um estudo analisa esse cenário com base em dados da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2025.

A pesquisa utiliza relatórios técnicos da FIFA para medir corrida, distância percorrida e velocidade, e combina com dados ambientais públicos sobre temperatura, umidade, radiação solar e vento. Dos 63 jogos, foram analisados 57, excluídas seis partidas disputadas em estádio com teto fechado. O objetivo é entender a relação entre calor e desempenho.

Quão quente é quente demais para jogar

As diretrizes de calor da Fifa empregam a WBGT, que considera temperatura, calor radiante e evaporação. Em 57 partidas estudadas, 31 ocorreram com WBGT de 28°C ou mais; 13 chegaram a 30°C ou mais e duas ultrapassaram 32°C. Especialistas lembram que, sob tais condições, muitos jogos deveriam ser cancelados.

Além disso, o estudo aponta que, em temperaturas elevadas, jogadores tendem a reduzir distâncias percorridas em todas as faixas de velocidade, com maior queda em corridas rápidas. A umidade também afeta o desempenho, reduzindo especialmente as ações de alta velocidade.

Impactos no jogo e nas decisões

Os dados indicam que, diante do calor, equipes costumam adotar estilos de jogo mais controlados, com maior foco na posse de bola, em vez de transições rápidas. Jogadores mais velhos mostraram menor distância percorrida, independentemente do nível de estresse térmico. O estudo também observa maior gasto de energia em partidas disputadas à tarde.

A hora do dia influenciou o esforço: 58% dos jogos ocorreu à tarde e 42% à noite. Partidas noturnas registraram menor WBGT e temperaturas mais amenas, favorecendo deslocamentos maiores. O estudo também aponta variações por posição dos jogadores.

O que pode ser feito

A análise sugere que partidas com altas medições de calor não devem ocorrer no período mais quente. A FIFA já transferiu a Copa para o inverno em edição anterior, mas a organização mantém o calendário de verão em outras competições. Uma alternativa é usar estádios com teto fechado e climatização, prática usada em estádios da Copa de 2022.

Outra medida apontada é manter o intervalo de hidratação de três minutos durante o jogo, com bebidas geladas e toalhas frias para potencializar o efeito. Treinadores podem ajustar planos de jogo, reduzindo pressão alta em condições de calor extremo e promovendo substituições precoces quando necessário.

Pontos-chave do estudo

  • 57 partidas analisadas; 31 com WBGT ≥ 28°C.
  • Dois jogos chegaram a WBGT ≥ 32°C; muitos episódios sugerem risco elevado.
  • Calor reduz distância percorrida e, em maior grau, atividades de velocidade alta.
  • Jogadores tendem a adaptar o ritmo e o estilo de jogo conforme o ambiente.

Conclusões para o longo prazo

O estudo reforça a necessidade de políticas mais claras da FIFA para proteção dos atletas diante de altas temperaturas. A organização pode considerar horários mais amenos, uso de estádios com climatização e ajustes no calendário para equilibrar saúde, transmissão e resultados esportivos.

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