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Ex-aluno da turma do fundão cria ONG de esporte no Ceará

Ex-aluno da turma do fundão, Daniel do Nascimento, lidera instituto no Ceará que atende 253 crianças e promove esporte, inclusão e educação

Daniel do Nascimento, fundador do Instituto Cumbuco Bom de Bola, durante fala em evento promovido pelo IBS em São Paulo, em maio de 2026
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  • Daniel do Nascimento, ex-aluno da turма do fundão, lidera o Instituto Cumbuco Bom de Bola, no Ceará, que atende 253 crianças e adolescentes em dois núcleos na região metropolitana de Fortaleza.
  • A ONG promove futebol e futsal como porta de entrada para inclusão, socialização, educação e cultura, com participação de estudantes de 4 a 17 anos.
  • Fundado em 2013, o instituto surgiu após a atuação de Daniel e hoje recebe apoio de voluntários e do IBS, que ajudaram na abertura do CNPJ e em ações de educação financeira.
  • A participação exige média mínima de sete na escola; alunos com notas abaixo têm três meses para melhorar, e, no fim do ano, viajam para competições em outras cidades.
  • Além das atividades esportivas, há acompanhamento psicológico, palestras motivacionais e ensino de educação financeira, por meio de jogos educativos desenvolvidos pelo IBS.

Daniel do Nascimento, ex-aluno da chamada turma do fundão, criou uma ONG de esporte no Ceará que hoje atende mais de 250 alunos na região metropolitana de Fortaleza. O Instituto Cumbuco Bom de Bola atua com futebol, futsal, educação e lazer. A iniciativa funciona em dois núcleos e é mantida por voluntários e apoiadores.

Desde 2013, o projeto já impactou 253 crianças e adolescentes com idades entre 4 e 17 anos. O objetivo é promover inclusão, socialização e incentivo aos estudos por meio do esporte, da leitura e de atividades culturais. A organização também oferece acompanhamento psicológico e palestras.

Origem e motivação

Daniel recorda a infância em Caucaia como ponto de virada. Ao ver um caminhão colorido repleto de livros, passou a participar de atividades da escola e a liderar turmas. Hoje, aos 31 anos, ele descreve o esporte como porta de entrada para outras áreas do conhecimento.

Inicialmente, o projeto reuniu 14 meninas que enfrentavam problemas de comportamento. Foi quando a parceria com o Instituto Brasil Solidário (IBS) ganhou força, abrindo caminho para o registro formal da ONG e para o suporte de voluntários nas áreas jurídica e contábil.

Estrutura e atividades

Além de treinos, o instituto oferece educação financeira por meio de jogos, como o Piquenique, com foco em organização de gastos e poupança. A proposta busca demonstrar que o vencedor é quem administra bem o dinheiro, não apenas quem vence na quadra.

As escolas locais costumam encaminhar alunos ao instituto para promover socialização, incluindo crianças com autismo e TDAH. A meta é manter uma média escolar mínima de 7 para participação, com três meses para melhoria.

Impacto e próximos passos

O instituto utiliza viagens anuais para levar alunos a competições em outras cidades, como incentivo ao estudo. A educação é tratada como prioridade central, com foco em comportamento, liderança e desempenho escolar.

Daniel também cita a evolução administrativa do projeto. Aprendeu a planejar gastos, criar reservas e gerenciar recursos com mais rigor. Atualmente, ele está de volta à faculdade, com um ano e meio para concluir o curso de educação física.

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