- Michel Platini abriu nova ação na França contra a Fifa e Gianni Infantino, alegando operação para inviabilizar sua candidatura à presidência da entidade há uma década, com acusações de denúncia caluniosa e tráfico de influência.
- A ação remete ao escândalo de 2015, quando pagamento de Platini em 2011 levou à sua suspensão e à passagem de Infantino para a liderança da Fifa em 2016.
- O ex-jogador sustenta que houve uma estratégia coordenada para abrir caminho para a eleição de Infantino e afastá-lo do pleito.
- Platini e Blatter travam há anos uma batalha judicial na Suíça, com acusações de fraude, falsificação e gestão desleal; a dupla foi absolvida e a decisão tornou-se definitiva em 2025.
- O objetivo é responsabilizar civil e criminalmente os envolvidos e obter reparação pelos danos à carreira política de Platini no futebol.
Michel Platini abriu nova ação judicial contra a Fifa e Gianni Infantino, na França, alegando conspiração para impedir sua candidatura à presidência da entidade. A denúncia envolve acusações como calúnia e tráfico de influência, apontando participação de ex-dirigentes e autoridades em um movimento coordenado há mais de uma década.
O caso remonta ao escândalo de 2015, quando Platini era favorito para suceder Joseph Blatter. Um pagamento de 2011 investigado na época levou à suspensão do francês e à suspensão de sua candidatura. Infantino, então poucos anos na Uefa, assumiu o protagonismo e venceu em 2016.
Nos anos seguintes, Platini e Blatter travaram uma disputa judicial na Suíça. Foram acusados de fraude, falsificação e gestão desleal por causa do pagamento da Fifa. As ações passaram por duas instâncias e a decisão foi ditada em 2025, com absolvição de ambos.
Agora, Platini busca responsabilização civil e criminal dos envolvidos e reparação pelos danos à sua carreira política no futebol. A defesa sustenta que os bastidores contribuíram para inviabilizar a candidatura na eleição presidencial da Fifa. A ação chega perto da Copa do Mundo de 2026.
Contexto histórico
A queixa atual faz ligações diretas com o período que levou à ascensão de Infantino à presidência da Fifa. O posicionamento do ex-jogador francês é de que houve uma operação estruturada para favorecer o suíço. O desfecho pode reabrir debates sobre decisões de 2015 a 2016.
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