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Presidente do Corinthians vira alvo do MP em caso com empresa de segurança

MP-SP amplia investigação e inclui Osmar Stabile por contratação emergencial de empresa de segurança no Corinthians; depoimento marcado para 23 de junho

Osmar Stabile, presidente do Corinthians, em mais uma polêmica —
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  • O MP-SP ampliou a investigação sobre a contratação de uma empresa de segurança pelo Corinthians e incluiu Osmar Stabile entre os investigados, em apuração que envolve o valor de R$ 676,6 mil.
  • O ex-diretor administrativo do clube, Fábio Soares, afirmou aos promotores que o presidente determinou a contratação emergencial.
  • Fernando José da Silva, proprietário da empresa, também tinha vínculo empregatício com o clube no período em que o contrato foi firmado.
  • Há divergência entre informações: em 23 de maio de 2026, Fernando assinou ofício solicitando escolta para a delegação na Libertadores, identificando-se como gerente operacional do clube; o Corinthians disse que ele trabalhou apenas entre setembro e outubro de 2025.
  • Osmar Stabile prestará depoimento aos procuradores em 23 de junho, às 11h15, para esclarecer fatos e exercer seu direito de defesa.

O Ministério Público de São Paulo ampliou a investigação sobre a contratação de uma empresa de segurança pelo Corinthians e incluiu Osmar Stabile, presidente do clube, na lista de investigados. O foco é o contrato no valor de R$ 676,6 mil com uma empresa registrada em nome de um funcionário do clube. A informação é veiculada pelo portal ge.

A apuração aponta dois gatilhos para a imputação de Stabile. Primeiro, o depoimento do ex-diretor administrativo Fábio Soares, que afirmou ter visto o presidente determinar a contratação emergencial da empresa. Segundo, o fato de Fernando José da Silva, proprietário da prestadora, ter mantido vínculo empregatício com o clube no período.

Além disso, há divergências entre documentos apresentados pelo Corinthians ao MP e as informações do próprio empresário. Em 23 de maio de 2026, Fernando assinou um ofício à Polícia Militar solicitando escolta para a delegação corintiana na Libertadores, identificando-se como gerente operacional do clube. O Corinthians, porém, afirmou que ele atuou entre setembro e outubro de 2025.

Entenda o caso

Entre setembro e outubro de 2025, já na gestão de Stabile, o Timão pagou três notas à Mega Assessoria Operacional Ltda para a segurança do clube. Os valores somam 244.627,66 reais, 208.350,00 reais e 223.650,00 reais, respectivamente. Não há registro de autorização da Polícia Federal para a empresa atuar como segurança privada, nem de contrato formal celebrado com o Corinthians.

Segundo o gerente da empresa, a criação da Mega Assessoria foi solicitada pelo diretor administrativo Fábio Soares. Em seguida, ele alterou a versão, afirmando que o pedido partiu do próprio presidente do clube. O caso também envolve a alegação de que a contratação ocorreu em caráter emergencial após a invasão à presidência do clube em 31 de maio de 2025, segundo o clube.

O MP investiga ainda se houve conflito de interesse, já que a empresa está em nome de Fernando José da Silva, que ocupava o cargo de gerente operacional do clube social e, à época, também atuava no Centro de Treinamento Joaquim Grava. Osmar Stabile prestará depoimento no dia 23 de junho, às 11h15, para esclarecer os fatos e exercer o direito de defesa.

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