- Weverton é o único convocado que fez toda a carreira no futebol brasileiro, entre os 27 chamados por Ancelotti para a Copa.
- A maioria dos selecionados atuou por clubes no exterior em algum momento, configurando uma seleção da diáspora.
- Ibañez, por exemplo, jogou 39 partidas pelo Fluminense antes de ir para a Atalanta e, desde 2022, atua pela seleção.
- Ederson Silva iniciou no Desportivo Brasil, passou pela China e Europa, chegou ao Brasil novamente em 2024 para a seleção.
- Douglas Santos passou por Náutico, Granada, Udinese, Hamburgo e Zenit, naturalizou-se russo em 2025 e está entre os chamados para a Copa.
A seleção brasileira convocada por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo reúne 27 atletas, e apenas Weverton atuou toda a carreira no futebol do Brasil. A maioria já defendeu clubes no exterior, sinalizando uma tendência clara na formação recente.
A lista evidencia uma chamada de jogadores com passagem ampla por ligas estrangeiras, o que reacende o debate sobre a identificação do torcedor com a chamada “seleção da diáspora”. Mesmo assim, os atletas se reconhecem como brasileiros.
Weverton é o único entre os 27 a ter trajetória integralmente nacional. O goleiro iniciou no Brasil, passou por clubes importantes do país e chegou à convocação em 2016, após atuações destacadas.
Perfis de trajetória
Ibañez, gaúcho, disputou 39 partidas pelo Fluminense entre 2018 e 2019, foi para a Atalanta e, desde 2022, integra a seleção.
Ederson Silva, do Mato Grosso do Sul, começou no Desportivo Brasil, passou pela China e pelo Shandong Luneng, chegou ao Cruzeiro, depois ao Salernitana, com passagem por várias equipes do Brasil.
Gabriel Magalhães, paulista, estreou no Avaí em 2016, foi contratado pelo Lille após um ano na base, passou por empréstimos e chegou ao Arsenal em 2020; entrou na seleção em 2021.
Douglas Santos, paraibano, iniciou no Náutico, foi para Granada, Udinese e Atlético Mineiro, depois passou por Hamburgo, Zenit e, em 2025, naturalizou russo, mantendo elegibilidade para o Brasil.
Ederson treinava na base do São Paulo até aos 15 anos, seguiu para Benfica, passou por Ribeirão, Rio Ave, Benfica, Manchester City e integrou a seleção com Dunga em 2016.
Alisson, gaúcho, iniciou na base do Inter, jogou pela Roma, consolidou-se no Liverpool após 2018 e integrou a seleção desde 2015.
Bremer, baiano, iniciou no Desportivo Brasil, jogou no Atlético Mineiro, Torino e Juventus; foi chamado para a Copa de 2022, em atuação recente na seleção.
Léo Pereira, paranaense, teve passagem por Athletico-PR, Guaratinguetá, Náutico, Orlando City e Flamengo; foi incluído por Ancelotti nos amistosos que antecederam a convocação para a Copa.
Weverton, o único com carreira brasileira integral, foi reconhecido pela seleção em 2016, após título olímpico no Rio de Janeiro.
Observações finais
A composição mostra um grupo com forte peso de experiências internacionais, mas sem abrir mão de manter Paulo Brasil em parte de sua base de formação. A seleção segue sob avaliação para o campeonato mundial, com foco em desempenho e coesão tática.
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