- Desportivo Brasil é lanterna da Série A3 e caiu para a quarta divisão paulista neste ano, mas figura como celeiro de craques, com três jogadores revelados na Copa do Mundo de 2026.
- Os três atletas que começaram no DB e foram chamados para a Copa são Éderson (volante), Bremer (zagueiro) e Maurício (meia, naturalizado paraguaio). Maurício atua hoje no Palmeiras.
- Éderson ingressou no clube em 2013, Bremer em 2014 e Maurício chegou aos quinze anos; o trio tem passagem pelo profissional do Desportivo Brasil ou por clubes de maior expressão.
- O clube mantém a ligação com o Shandong Taishan, na China, e tornou-se autossuficiente em dois mil e vinte e dois, com custo anual de cerca de R$ quinze milhões.
- Desde 2020, o DB faturou mais de R$ cento e vinte milhões com venda de jogadores, mantendo direitos econômicos Parciais de atletas formados no clube.
Éderson, Bremer e Maurício estão entre as revelações do Desportivo Brasil na Copa do Mundo de 2026. O clube, localizado em Porto Feliz, figura na 4ª divisão do Campeonato Paulista, apesar de ter o Brasil inteiro de olhos nele pela seleção.
O DB, que já foi lanterna da Série A3 neste ano, mantém sua reputação de celeiro de craques. O volante Éderson está entre os jogadores que deram o salto ao cenário mundial a partir do centro de treinamento da equipe.
Desde 2020, o Desportivo faturou mais de 120 milhões com venda de jogadores. Nomes como Diego Carlos, Kevin e Rodrigo Muniz também saíram do clube e tiveram valorização expressiva no mercado.
Éderson ingressou no DB em 2013, aos 13 anos. Em 2015 foi emprestado ao Shandong Luneng, retornando depois. O jogador disputou nove partidas pelo clube em nível profissional e marcou um gol.
Bremer, zagueiro, foi anunciado pelo Desportivo aos 17 anos, em 2014. Em 2015 atuou na Bezinha e, posteriormente, passou por São Paulo e Atlético Mineiro antes de chegar a outros projetos.
Maurício, meia que atua pelo Palmeiras, naturalizou paraguaio. Chegou ao DB aos 15 anos e deixou o clube em 2018 rumo ao Cruzeiro. Ele é a terceira revelação do Desportivo na Copa do Mundo.
Ligação com a China
Conhecido como Dragão Chinês, o Desportivo Brasil pertence ao Shandong Taishan. De 2014 a 2022, o clube foi gerido pela Luneng, empresa ligada aos chineses. Em 2023 passou para o guarda-chuva da Secretaria de Cultura e Turismo de Jinan.
Marcelo Lima, gerente geral, afirmou ao ge que o DB tornou-se autossuficiente desde 2022. O custo anual do projeto é de cerca de 15 milhões de reais. Nos últimos quatro anos, o clube fechou com lucro.
O DB nasceu em 2005, criado pelo Grupo Traffic, com foco em revelar atletas para faturar com direitos econômicos. O modelo envolve participação em negociações futuras de jogadores formados na base.
Afinal, o clube mantém percentuais de direitos de atletas para lucrar com novas negociações. O caso do atacante Rodrigo Muniz, vendido ao Flamengo, rendeu ao DB cerca de 20 milhões de reais ao longo dos anos.
A cada temporada, o Desportivo Brasil volta a figurar entre os clubes com maior número de atletas revelados na Champions e em bases internacionais. O CT de Porto Feliz, inaugurado em 2009, reforça o investimento no desenvolvimento.
O centro de treinamento ocupa 156 mil metros quadrados, com sete campos, espaços de convivência, salas de jogos e um auditório para eventos. A infraestrutura é pensada para formação técnica e linguística.
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