- O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, eleito o árbitro africano do ano em 2025, teve a entrada negada nos Estados Unidos para a Copa do Mundo.
- Artan afirmou que o ocorrido foi destino e agradeceu o apoio da Fifa, pedindo aos somalis que não desanimem.
- O Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA afirmou ter negado a entrada devido a ligações com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas.
- A Fifa informou que Artan não apitará o torneio, que será realizado nos Estados Unidos, México e Canadá.
- A notícia provocou decepção entre torcedores somalis, com a Somália dizendo ter tentado negociar com os EUA e a Fifa sem sucesso.
O árbitro de futebol somali Omar Abdulkadir Artan, eleito o árbitro africano do ano em 2025, teve sua entrada negada nos Estados Unidos para a Copa do Mundo. O impedimento foi anunciado pelo Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP). O governo americano atribuiu a negativa a ligações de Artan com suspeitos de pertencerem a organizações terroristas.
Artan informou aos jornalistas, após retornar à capital Mogadíscio, que a decisão foi encarada como destino. Ele agradeceu o apoio da Fifa e pediu aos serviços nacionais que mantenham a esperança e continuem apoiando a trajetória esportiva do país, mesmo diante do ocorrido.
A paralisação de entrada acontece em meio a políticas de imigração mais rígidas dos EUA. O governo do presidente Donald Trump havia ampliado, no ano anterior, a proibição de viagens a cidadãos de 12 países, entre eles a Somália, o que alimenta debates sobre o tema antes da Copa do Mundo, que será realizada nos EUA, no México e no Canadá.
Consequências para o torneio
A Fifa informou que Artan não atuará no Mundial, conforme a organização, o que altera a composição das equipes de arbitragem para o evento. O contexto gerou descontentamento entre torcedores somalis, que esperavam ver o árbitro em campo no maior torneio do futebol mundial.
A repercussão também ganhou relatos de apoiadores locais. Um estudante ouvido pela Reuters disse que a presença de Artan representava um marco para a África, enquanto um fotógrafo avaliou a decisão como uma perda para os jovens árbitros do país. O governo da Somália disse ter tentado negociar com as autoridades dos EUA e com a Fifa, sem sucesso, para facilitar a entrada do árbitro.
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