- A bola oficial da Copa do Mundo de 2026, chamada Trionda, tem apenas quatro painéis, o que altera a forma como o ar a envolve e afeta aceleração, trajetória e alcance.
- Pesquisas de física mostram que a Trionda atinge o ponto crítico de arrasto aerodinâmico a quase 43 km/h, abaixo de outras bolas anteriores como Al Rihla, Telstar 18 e Brazuca.
- Em jogadas de curta distância, como escanteios e cobranças de falta, a superfície mais áspera e o menor arrasto tornam o lançamento mais estável e com menos desvios.
- Em chutes de longa distância, a bola tende a perder alcance, descendo alguns metros antes do esperado em comparação com bolas anteriores.
- O estudo também analisa a integração da tecnologia no interior da bola (sensor para VAR) e ressalta que o comportamento pode variar conforme condições como vento, altitude, temperatura e pressão.
A nova pesquisa sobre o futebol pode redefinir a forma como o Trionda, a bola oficial da Copa do Mundo de 2026, corta o ar. O estudo analisa o desempenho aerodinâmico da bola de quatro painéis, produzida pela Adidas e apresentada em outubro do ano anterior.
O Trionda, criada para a Copa de 2026, usa quatro painéis termicamente unidos. A configuração busca reduzir irregularidades de trajetória e acelerar a fusão com o ar, em comparação com modelos anteriores.
A equipe liderada pelo físico John Eric Goff, da University of Puget Sound, realizou testes em túnel de vento para medir coeficientes aerodinâmicos, incluindo arrasto e estabilidade de voo. O estudo compara o Trionda a bolas de 2010 a 2022.
Os experimentos indicam que o ponto crítico de arrasto acontece próximo de 43 km/h. Em velocidades entre 50 e 97 km/h, outras bolas costumam apresentar maior resistência ou variação de trajetória, com o Jabulani registrando velocidades mais altas.
Segundo os resultados, a superfície áspera e o design com três sulcos em cada painel ajudam a manter maior estabilidade em ações de curto alcance, como cobradas e escanteios, reduzindo desvios imprevisíveis.
Por outro lado, em chutes de longa distância, o Trionda tende a perder alcance, fazendo a bola descer mais cedo do que o esperado ao tentar alcançar o meio de campo. A conclusão é de que o desempenho varia com a velocidade de lançamento.
Os pesquisadores destacam que a integração de sensores no Trionda difere de modelos anteriores: o chip fica em uma camada interna de um painel, com contrapesos nos demais para equilibrar a estrutura.
Ainda sem prever cada lance da Copa de 2026, o estudo ressalta que fatores como altitude, umidade, temperatura e pressão afetam o voo após cada toque. Os resultados ajudam a entender a física por trás de gols espetaculares ou de falhas.
A pesquisa não afirma previsões absolutas, mas oferece uma explicação baseada em simulações de vento e comparação com outras bolas usadas em Copas anteriores. A equipe considera úteis as pistas para técnicos e jogadores.
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