- A capa do jornal francês L’Équipe mostra Gianni Infantino como fantoche de Donald Trump, com a manchete “Bem-vindos aos EUA”, criticando a relação Fifa–governo norte-americano durante a Copa do Mundo de 2026.
- A reportagem destaca impactos da política migratória dos Estados Unidos sobre participantes do torneio.
- O árbitro somaliano Omar Abdulkadir Artan foi interrogado por cerca de 11 horas, detido em uma cela e teve a entrada negada, sendo deportado para a Somália.
- O atacante iraquiano Aymen Hussein ficou 7 horas em procedimentos migratórios antes de ser liberado, e o fotógrafo da seleção teve o visto negado e foi deportado para Bagdá.
- A situação de convidados da seleção do Irã também gerou críticas: inicialmente autorizados a permanecer apenas nos dias de partidas, com saída obrigatória após os jogos; a Reuters informou que a equipe poderá entrar no país um dia antes de cada compromisso.
O jornal francês L’Équipe publicou uma reportagem que analisa a relação entre a Fifa e o governo dos Estados Unidos durante a Copa do Mundo de 2026. A matéria aparece em meio a controvérsias sobre políticas migratórias que afetam participantes do torneio. Na capa, Gianni Infantino aparece como fantoche de Donald Trump, numa charge que questiona a influência do governo norte-americano sobre a organização.
Segundo o levantamento, a postura de Washington impacta desde membros da comissão técnica até atletas. O tema ganha relevância em meio a casos relatados por diferentes integrantes das seleções presentes no torneio realizado nos EUA. A publicação destaca que as regras migratórias têm gerado entraves para a participação de alguns profissionais.
Entre os casos citados está Omar Abdulkadir Artan, árbitro somaliano escalado pela FIFA para atuar na Copa. O texto aponta que o profissional passou cerca de 11 horas sob interrogatório, ficou detido em uma cela e teve a entrada negada, sendo reenviado à Somália.
A reportagem menciona também Aymen Hussein, atacante do Iraque, que ficou retido por aproximadamente 7 horas nos procedimentos migratórios antes de ser liberado. O fotógrafo da seleção teve o visto negado ao chegar aos Estados Unidos, sendo deportado para Bagdá.
Outra linha tratada pelo jornal envolve a seleção do Irã. Inicialmente, a equipe teria autorização para permanecer nos Estados Unidos apenas nos dias de suas partidas, com saída obrigatória após os jogos. Em 9 de junho, a agência Reuters informou que o Irã poderá entrar no país um dia antes de cada compromisso.
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