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Ciência transforma campos de futebol americano em gramados de Copa

Especialista em gramados destaca que cada estádio recebe gramado adequado, com irrigação e iluminação controladas para durar as seis semanas da Copa

A grama usada nos estádios da Copa do Mundo em Atlanta, Houston e Dallas foi cultivada no Colorado
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  • A Copa do Mundo de 2026 usa 16 estádios na América do Norte, com gramados substituídos pela grama mais adequada para o jogo, incluindo estádios que normalmente utilizam grama sintética.
  • John Trey Rogers, professor da Universidade Estadual de Michigan, lidera a avaliação e definição do gramado para cada estádio, com equipe que estudou três espécies de grama para diferentes climas.
  • Estádios com cúpulas representam desafio adicional, exigindo misturas de grama de estação fria em ambientes com pouca luz e sistemas de irrigação e iluminação para manter o gramado vivo por seis semanas.
  • A grama é cultivada no Colorado pela Green Valley Turf Co. e transportada até os estádios, com cada campo tendo cerca de 7.600 metros quadrados. Em Houston, a grama chega após viagem de 1.600 quilômetros; fibras plásticas reforçam o gramado.
  • A preparação busca evitar problemas vistos na Copa América de 2024 e na Eurocopa de 2024, com Rogers destacando a prioridade de que jogos importantes ocorram em grama natural sempre que possível.

Na Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho nos Estados Unidos, México e Canadá, o gramado dos 16 estádios será adaptado para atender aos padrões profissionais. O objetivo é garantir superfícies naturais ou artificiais adequadas ao jogo, variando conforme o estádio e o clima.

O responsável pela qualidade dos campos é John Trey Rogers, professor de ciência de gramados na Universidade Estadual de Michigan. Ele coordena a avaliação e a implementação do gramado nos estádios, com apoio de ex-alunos e da equipe de pesquisa da área.

A tarefa, que envolveu seis anos de preparação iniciados em 2020, envolve substituir gramados de grama sintética por opções mais adequadas ao futebol, mesmo em arenas com cúpulas que reduzem a iluminação natural. Rogers afirma que a FIFA prefere grama natural para jogos de alto nível.

Mudança de tema: especificidades dos estádios

O torneio utiliza gramados com três espécies de grama, combinadas para cada local, levando em conta clima frio ou quente. Estádios cobertos requerem iluminação artificial controlada para manter as condições ideais de cultivo. Em alguns casos, a grama precisa resistir ao desgaste de chuteiras de alto nível.

Alguns estádios usados pela NFL possuem gramados com deslocamento de tamanho, exigindo ajustes como remoção de assentos para ampliar o campo de jogo. A equipe de Rogers desenvolveu receitas específicas para cada estádio, simulando desgaste e avaliando o quique da bola.

Logística de cultivo e transporte

A grama é cultivada no Colorado, sob condições controladas, para atender às necessidades de diversos estádios. O produtor Joe Wilkins III indicou que a grama de clima frio é essencial para ambientes com temperatura regulada a 21°C durante o torneio. Cerca de 3,6 hectares foram preparados para garantir disponibilidade suficiente.

A grama é cultivada sobre plástico, com cascalho e areia, e enrolada em tapetes para transporte. Em Houston, a grama foi instalada após viagem de 1.600 quilômetros em caminhões refrigerados. Fibras plásticas ajudam a fixar o gramado no solo, mantendo a cor verde durante o torneio.

Histórico e perspectiva

Rogers participa de um trabalho que remonta à Copa do Mundo de 1994, quando instalou gramado natural em estádios cobertos, na época pioneiro. Hoje, com a transmissão em alta definição, as exigências quanto ao desempenho e à estética são maiores, mas a equipe segue focada em cumprir as normas técnicas para evitar reclamações futuras.

A experiência amplia a visão de Rogers sobre a evolução dos gramados em grandes eventos, mantendo o foco na qualidade do campo como parte essencial do espetáculo esportivo. O início do torneio projeta-se para junho nos três países anfitriões.

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