- A Copa do Mundo de 2026 deve ampliar o uso de IA, sensores e reconstruções 3D, com mais automação no VAR.
- O sistema de impedimento semiautomático terá evolução, usando câmeras no estádio para rastrear até 29 pontos do corpo de cada jogador.
- A bola contará com tecnologia de bola conectada, com sensor interno que envia dados em tempo real ao VAR, até 500 vezes por segundo.
- Avatares digitais em 3D dos jogadores e reconstruções tridimensionais de jogadas devem ganhar espaço, integrando dados de sensores, câmeras e IA.
- Câmeras corporais em árbitros estão em fase de testes e podem ser usadas para aumentar a transparência das decisões.
A Copa do Mundo de 2026 deve ampliar a automação no futebol por meio de inteligência artificial, sensores e reconstruções 3D, além de novidades no VAR. A FIFA mira integrar IA à estrutura do torneio, após avanços na edição de 2022, com bola conectada e impedimento semiauto.
A principal aposta é o impedimento semiautomático avançado. Câmeras no estádio rastreiam o jogador e a bola em tempo real, captando até 29 pontos corporais por atleta dezenas de vezes por segundo para detectar lances de impedimento com maior precisão. A técnica já existia de forma mais limitada em 2022.
A ferramenta cruza dados das câmeras com informações da bola inteligente, gerando alertas automáticos para o VAR. A decisão final continua a cargo dos árbitros de vídeo, que validam o lance manualmente. Em 2026, a expectativa é reduzir o tempo de revisões e aumentar a automação.
Bola com chip, conhecida como Connected Ball Technology, também volta com sensores internos que enviam dados em tempo real ao VAR. O sensor pode divulgar informações até 500 vezes por segundo, determinando exatamente o momento do toque e oferecendo dados sobre velocidade e trajetória.
Paralelamente, a FIFA lança o projeto Football AI, em parceria com a Lenovo, para interpretar grandes volumes de dados de câmeras, sensores da bola e rastreamento corporal. A meta é acelerar decisões e tornar as revisões mais ágeis, sem abrir mão da validação humana.
Avatares 3D e reconstruções
Antes do torneio, serão criados avatares digitais tridimensionais dos jogadores a partir de escaneamento corporal. Esse registro envolve câmeras de alta resolução, sensores embarcados, GPS e análises de movimento para monitorar velocidade, deslocamento e condicionamento.
Reconstituições 3D de jogadas devem ganhar espaço nas transmissões e nos telões dos estádios. As simulações combinam dados de câmeras, sensores e avatares para recriar a posição de atletas no momento exato da jogada, oferecendo maior clareza nas decisões de arbitragem.
Câmeras corporais dos árbitros
A ideia de câmeras corporais em árbitros, já testada em torneios da FIFA, pode avançar para a Copa de 2026. Chamadas ref cams, elas trazem visão em primeira pessoa para ampliar transparência. O uso depende de validação contínua durante as fases de teste.
Segundo especialistas, a transparência é tão decisiva quanto a precisão técnica. A combinação de IA com critérios claros de avaliação busca reduzir controvérsias, mantendo, porém, a atuação humana como última palavra.
Com informações de FIFA.
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