- O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, credenciado pela Fifa desde 2018, foi impedido de entrar nos Estados Unidos sem explicação oficial.
- A Copa do Mundo deste ano tem 48 seleções, 104 jogos e duração de 39 dias, com a previsão de receitas bilionárias para a Fifa.
- Artan era apontado como o primeiro árbitro somali a apitar uma Copa do Mundo; sua entrada negada gerou críticas à política de vistos e imigração.
- A Fifa disse não ter ingerência sobre processos de imigração do país anfitrião; autoridades norte-americanas são as responsáveis pela concessão de vistos.
- O episódio ocorre em meio a tensões sobre exclusões e restrições de vistos para jornalistas e equipes, destacando críticas sobre a forma como o evento está sendo conduzido.
Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali, esperava tornar-se o primeiro juiz do país a apitar uma Copa do Mundo. Contudo, foi impedido de entrar nos Estados Unidos pouco antes da abertura, sem explicação oficial. A situação acende debate sobre a “Copa mais inclusiva” anunciada pela FIFA.
Artan foi reconhecido como um dos principais árbitros da África, com credenciamento pela FIFA desde 2018. Em entrevista, ele descreveu a decepção de ver o sonho adiado. O presidente da Somália também elogiou o árbitro, chamando-o de inspiração para jovens do país.
Restrições de visto e resposta das organizações
Autoridades de imigração dos EUA não detalharam o motivo do veto à entrada do árbitro. A FIFA afirmou que não atua nos processos de visto dos países anfitriões, e que a situação está sob a alçada das autoridades locais. A administração americana manteve posição de não modificação do status.
Além de Artan, houve relatos de cortes em allotments de ingressos e mudanças no campo de treino de outros times. A imprensa esportiva internacional questiona se a expansão da Copa, com mais equipes e jogos, está acompanhada de garantias consistentes de vistos para oficiais e jornalistas.
Contexto e impactos
A edição de 2026 prevê receitas elevadas para a FIFA e maior alcance comercial, com 48 seleções e 104 partidas. Porém, a narrativa atual aponta diferenças na aplicação de políticas de imigração entre anfitriões e a FIFA. Organizações de imprensa também destacaram obstáculos que afetam a cobertura do torneio.
Especialistas enfatizam que a diversidade geográfica deve acompanhar a gestão do evento. Países africanos participam com mais presença, mas críticos afirmam que decisões administrativas têm impacto direto na credibilidade do campeonato. A FIFA sustenta postura de promoção do esporte sem ingerência externa.
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