- Ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticou a condução do caso do árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos e afastado da Copa de 2026.
- Blatter disse que a Fifa falhou ao não garantir a passagem de oficiais para o país-sede e classificou a decisão dos EUA como ultrajante.
- Ele pediu uma postura mais firme de Gianni Infantino diante do governo dos EUA, sugerindo que as federações deveriam protestar mais.
- Artan teve o visto negado ao desembarcar no aeroporto de Miami, nos Estados Unidos, às vésperas da Copa, com a Fifa confirmando que não interfere em processos de imigração.
- O árbitro foi recebido com festa em Mogadíscio após a notícia; ele foi eleito o melhor da CAF em 2025 e seria o primeiro somali a apitar um Mundial.
O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, criticou a condução do caso do árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos EUA e afastado da Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao jornal L’Équipe, Blatter questionou a atuação da atual gestão da Fifa, liderada por Gianni Infantino, e apontou falhas no país anfitrião.
Blatter afirmou que a decisão de não permitir a entrada de oficiais da Fifa, incluindo árbitros, feriu princípios básicos do torneio. Segundo ele, segurança e concessão de vistos para oficiais devem predominar, e a exclusão de um árbitro é grave para a credibilidade da competição. Blatter também sugeriu que Infantino reforce posição diante do governo americano.
Caso Artan e antecedentes
Omar Artan teve o visto recusado ao desembarcar no aeroporto de Miami, na Flórida, às vésperas da Copa do Mundo que envolve Estados Unidos, México e Canadá. A Fifa informou que não interfere em processos de imigração dos países anfitriões e decidiu afastar o árbitro do torneio.
Artan foi recebido com festa em Mogadíscio, capital da Somália, nesta quarta-feira. Ele foi eleito o melhor árbitro da CAF em 2025 e seria o primeiro somali a apitar em um Mundial. Em nota, Artan agradeceu as mensagens de apoio recebidas.
Sobre Blatter e a Fifa atual
Sepp Blatter, que comandou a Fifa de 1998 a 2015, renunciou após escândalos de corrupção ligados ao Fifagate. Aos 90 anos, mantém-se ativo no futebol, apesar de reconhecer limitações de mobilidade. Ele afirmou continuar assistindo aos jogos, sem considerar que pode influenciar mudanças na instituição.
Entre na conversa da comunidade