- Google recria com inteligência artificial o “gol mais bonito” de Pelé, que não foi filmado, em parceria com o espólio do craque e a família.
- A jogada aconteceu em 2 de agosto de 1959, Santos x Juventus, no estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari, em São Paulo.
- A reprodução usou pesquisa histórica e contou com os modelos Gemini Omni, Veo 3 e Nano Banana, com apoio de fotojornalistas, historiadores e uma foto da época.
- O anúncio foi feito pelo presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho; as imagens devem integrar um documentário no fim de junho.
- Pelé, então com 18 anos, marcou o gol de cabeça após dribles e chapéus, celebrando com o tradicional soco no ar; a torcida oxidou em aplausos.
O Google zerou a lacuna histórica de um gol mítico de Pelé. Em parceria com o espólio do jogador e a família, a empresa usou inteligência artificial para recriar o que ficou conhecido como o gol mais bonito da carreira, disputado na Javari, em São Paulo, em 1959. A revelação foi feita nesta quarta-feira, em São Paulo, durante apresentação para convidados.
A jogada aconteceu em 2 de agosto de 1959, no estádio Conde Rodolfo Crespi, na Rua Javari, região leste da capital. Embora tenha ocorrido diante de cerca de 10 mil torcedores, o feito não chegou a ser filmado, alimentando a aura de lenda que o envolve.
Google utiliza pesquisa histórica, relatos de testemunhas e uma fotografia da época para a reconstrução. Além disso, contou com uma equipe de fotojornalistas, historiadores e pesquisadores, sob supervisão do espólio e da família de Pelé. Modelos Gemini Omni, Veo 3 e Nano Banana foram usados na criação.
Recriação com IA
O anúncio foi feito pelo presidente do Google no Brasil, Fábio Coelho, durante evento na capital paulista. O objetivo é lançar as imagens em um documentário previsto para o fim de junho. Pepe, único jogador vivo que participou do Santos à época, participou das entrevistas.
O gol ocorreu quando Pelé tinha 18 anos. Ele abriu o placar aos 24 minutos do primeiro tempo, ampliando aos 7 minutos do segundo. A torcida do Juventus, estimada em milhares de pessoas, vaiou o camisa 10 a cada toque na bola.
Na jogada, o Santos recupera a bola em contra-ataque. Durval avança e serve Pelé na entrada da área. Sem deixar a bola tocar o chão, ele executa diversas fintas, chapéus e finaliza de cabeça, encobrindo o goleiro adversário.
A comemoração célebre do rei, o soco no ar, ganhou reforço entre os rivais, que aplaudiram o feito e parabenizaram Pelé antes do reinício da partida. A história já havia sido retratada antes, em 2004, pelo documentário Pelé Eterno, com recursos de computação gráfica da época.
A iniciativa busca ampliar o alcance histórico do gol, integrando imagens geradas por IA a partir de documentação e relatos, sem apresentar novas filmagens originais da partida. As imagens não devem revelar detalhes que não estejam apoiados em evidências históricas.
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