- Gianni Infantino, presidente da Fifa, falou em coletiva na Cidade do México sobre a polêmica envolvendo o árbitro somali Omar Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026.
- Disse que a Fifa não tem poder para intervir em questões migratórias do governo dos Estados Unidos e que a entidade busca soluções sem pressionar governos.
- Pediu que promovam a unidade da Copa do Mundo e afirmou que a Fifa não é dona do mundo nem pode mandar em estados ou forças de segurança.
- Também abordou questões migratórias envolvendo o Irã, país que participa do Mundial e tem a base no México, em meio a tensões com os Estados Unidos e Israel.
- O Irã estreia no Mundial contra a Nova Zelândia na segunda-feira, 15 de junho.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, cobrou neutralidade em relação a questões migratórias, ao abordar a polêmica envolvendo o árbitro somali Omar Artan que teve a entrada negada pelos EUA para atuar na Copa do Mundo de 2026. A declaração foi feita em coletiva na Cidade do México, na véspera da abertura do Mundial.
O mandatário reconheceu a tristeza com o episódio, acrescentando que a entidade não tem força para intervir em decisões de governo e de forças de segurança. Ele afirmou que a Fifa busca soluções, mas está sujeita a limitações de poder fora do campo esportivo.
Infantino pediu que, apesar das críticas, prevaleça a unidade da Copa do Mundo, destacando o objetivo de promover a convivência entre nações por meio do esporte. O episódio com Artan ganhou repercussão internacional nas últimas semanas.
Migração e Irã no Mundial
Durante a coletiva, o tema migração também ficou em pauta, com perguntas sobre o Irã, que participa do Mundial a partir de uma base no México. O país enfrenta tensões diplomáticas com os Estados Unidos, um dos países sede.
A delegação iraniana chegou ao México no fim de semana, preparando-se para estrear contra a Nova Zelândia na próxima segunda-feira, dia 15. A presença de atletas iranianos ocorre em um contexto de conflito regional e políticas de vistos.
Infantino foi questionado sobre como a Fifa lida com a participação de seleções de países em situações diplomáticas complexas. O presidente reiterou que o esporte deve unir, sem julgar posições políticas.
Entre na conversa da comunidade