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Presidente da Fifa é retratado como fantoche de Trump em jornal

L'Équipe retrata Infantino como fantoche de Trump na capa, ao criticar restrições migratórias dos EUA durante a Copa e casos envolvendo árbitro e delegações

Capa do jornal 'L'Équipe'. — Foto: Reprodução/L'Équipe
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  • A capa do jornal francês L’Équipe mostra Gianni Infantino como fantoche de Donald Trump, criticando a política migratória dos EUA durante a Copa.
  • A publicação cita casos de atletas, árbitros e delegações com restrições de entrada nos Estados Unidos, incluindo o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, interrogado por cerca de onze horas.
  • Artan acabou impedido de entrar no país e retornou à Somália, onde foi recebido com festa pela população.
  • Também houve retido de cerca de sete horas para o atacante iraquiano Aymen Hussein; um fotógrafo que acompanha a seleção teve visto negado e foi deportado.
  • A cobertura menciona mudanças na entrada da seleção do Irã, que passou a chegar um dia antes dos jogos; a Fifa havia premiado Donald Trump, envolvido em uma cerimônia de entrega durante sorteio da Copa de 2026.

O jornal francês L’Équipe retratou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, como fantoche de Donald Trump em sua capa desta quarta-feira. A arte acompanha críticas à política migratória dos EUA durante a Copa do Mundo de 2026.

A matéria destaca casos envolvendo atletas, árbitros e integrantes de delegações que enfrentaram restrições de entrada no país. Um árbitro somali, Omar Abdulkadir Artan, passou cerca de 11 horas sob interrogatório por autoridades migratórias, chegou a ficar em cela e acabou impedido de entrar, voltando à Somália, onde recebeu celebração da torcida.

Outro episódio relata o atacante iraquiano Aymen Hussein, que ficou retido por aproximadamente sete horas na imigração antes de receber autorização para ingressar nos EUA. Um fotógrafo iraquiano que acompanha a seleção teve o visto negado e foi deportado para Bagdá.

Cambios na política de ingresso

A imprensa internacional também acompanhou a situação da delegação iraniana. Inicialmente, os jogadores podiam entrar apenas nos dias de jogos e deveriam deixar o país logo após as partidas. Nesta terça-feira, a agência Reuters informou que as autoridades americanas flexibilizaram a medida, permitindo a chegada da equipe com um dia de antecedência.

A relação entre a Fifa e o presidente Trump ganhou destaque em dezembro do ano passado, quando a entidade concedeu o Prêmio da Paz da Fifa — O Futebol une o mundo a ele. O prêmio foi criado em 2025 por sugestão de Trump, em reconhecimento a supostos esforços pela paz.

Durante a cerimônia de sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, em Washington, Trump recebeu o prêmio das mãos de Gianni Infantino, que lhe entregou o troféu e uma medalha. A entrega ocorreu no mesmo evento, marcado pela premiação.

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