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Três Copas em três países: trajetória internacional

Três Copas em três países distintos definem o Mundial norte-americano, com investimentos, protestos e tensões políticas que moldam a competição

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  • A Copa é disputada em três países (Canadá, Estados Unidos e México) com realidades distintas, indo de insípida a colorida.
  • No México, há um guichê exclusivo para credenciados pela FIFA na imigração e taxistas com camisas da seleção no carro.
  • O estádio Azteca recebeu investimentos de US$ 180 milhões; a gestão é de uma empresa ligada à Televisa, com cobrança de alimentação em alguns setores e protestos de professores na abertura.
  • A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, não participou da cerimônia de abertura por temor a vaias; o México chegou a quartas em duas de suas 17 participações, e jogará as oitavas no Azteca apenas se vencer o grupo (quartas em Miami).
  • A partir das quartas de final, o território da Copa será único nos Estados Unidos, e há debate sobre o papel dos falantes de espanhol versus inglês e o protagonismo latino no torneio.

Três Copas em três países: Canadá, Estados Unidos e México vivenciam a Copa do Mundo de forma distinta. Em Toronto e outras cidades canadenses, o clima é reservado, sem grandes eventos nas ruas. Nos EUA, a movimentação começou com menos celebração em alguns locais, apesar de a competição já estar em curso. No México, há recepção organizada para credenciados, com guichês na imigração e mensagens de futebol nos táxis.

A diferença entre as cidades continua na abertura: no México, o estádio, o Azteca, recebeu investimentos de 180 milhões de dólares para a cerimônia, mas a gestão é privada. A Televisa detém a propriedade desde a década de 1990, sob o controle do grupo Ollamani, parte de um grande conglomerado televisivo do país.

Entre as ações previstas, destacam-se protestos de professores e medidas para permitir a entrada de vendedores de comida no estádio Azteca, além de obras prometidas que não foram concluídas. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, não acompanhou a abertura por receio de vaias.

Além disso, o México figura na organização do torneio ao abrigar o Irã, recebendo a delegação iraniana na fronteira com os Estados Unidos. Há relatos de que o protocolo da Copa pode não ser plenamente seguido, com iranianos chegando apenas no dia dos seus jogos.

No âmbito esportivo, o México tem histórico de participar dos mata-matas como sede, mas enfrenta desafios no grupo da fase de grupos. Caso avance, as quartas de final estão previstas para ocorrer em Miami, repetindo a distribuição de fases entre os três países até as oitavas.

A reportagem aponta que a dinâmica das três Copas depende do envolvimento das comunidades locais. A eventual predominância do inglês ou do espanhol no entorno da competição ainda depende do desempenho de seleções latino-americanas e europeias no torneio.

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