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Trump afirma trabalhar para garantir entrada de pessoas certas para a Copa

Política migratória dos EUA, endurecida para a Copa, resulta em revistas e vistos negados a delegações, em contraste com a recepção festiva no México

O presidente dos EUA, Donald Trump, exibe o Ato de Segurança da América após assiná-lo no Salão Oval da Casa Branca — Foto: REUTERS/Evan Vucci
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  • Os EUA, sob a gestão de Donald Trump, endureceram a política de imigração para a Copa de 2026, com revistas a seleções e recusas de vistos.
  • A ONU pediu que os EUA reavaliem as medidas de entrada, após casos como torcedores, um árbitro somali e dirigentes impedidos de entrar.
  • Senegal foi revistado na chegada a Raleigh; Bélgica também passou por inspeção com detectores de metal, em Chicago.
  • O árbitro somali Omar Artan teve a entrada negada nos EUA após horas de interrogatório, mesmo com visto válido.
  • No México, a recepção às equipes foi festiva; na prática americana, houve expansão de restrições de vistos de 19 para 39 países e exigência de caução para cidadãos de países considerados de risco (US$ 5.000, US$ 10.000 ou US$ 15.000).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rebateu críticas sobre suas políticas de imigração, afirmando que trabalha para permitir a entrada de “pessoas certas” durante a Copa do Mundo. A declaração ocorreu na quarta-feira, após o governo assinar lei de US$ 70 bilhões para fiscalização e deportação de imigrantes. A ONU pediu revisão das políticas de entrada de estrangeiros durante o evento.

Volker Türk, alto comissário de Direitos Humanos da ONU, criticou as medidas de controle de fronteira dos EUA, citando casos de torcedores, árbitro somaliano da FIFA e dirigentes impedidos de entrar. Segundo a ONU, tais ações afetam direitos e dignidade humanas, especialmente às vésperas da Copa.

No âmbito interno, as ações de fiscalização têm sido vistas como rígidas. Nos EUA, seleções passaram por revistas rigorosas e houve vistos negados para delegações. A recepção de equipes contrasta com a festa no México, que abriu as portas para a Copa com celebração e torcida.

Entrada nos EUA e revistas

Na segunda-feira (8), a seleção do Senegal foi revista na pista do aeroporto de Raleigh, Carolina do Norte. Jogadores e membros da delegação passaram por detector de metal e checagem de bagagem. O episódio surpreendeu pela intensidade da fiscalização perto do embarque.

Em Chicago, a Bélgica também foi submetida a revista com detectores de metal, incluindo a sola de sapato. Essas imagens ganharam repercussão nas redes sociais e influenciaram o debate sobre o tratamento de equipes estrangeiras.

O árbitro somaliano Omar Artan, escalado para atuar na Copa, teve a entrada negada após horas de interrogatório. Artan possuía visto válido, segundo informações da Federação da Somália, o que gerou questionamentos sobre critérios de admissão.

A Uzbequistão, ao desembarcar para amistoso contra a Holanda em Nova York, também enfrentou fiscalização expressiva. A delegação divulgou que todas as bagagens foram revistadas, com longas esperas sob o sol. O técnico Fabio Cannavaro criticou o episódio.

Receptivo no México e mudanças migratórias

Enquanto isso, o México recebeu as delegações com festa, enfrentando tom oposto ao dos EUA. A Espanha chegou a Puebla para amistoso contra o Peru, sendo recebida com bandas, dança e bandeiras. A imprensa espanhola destacou a recepção calorosa.

Entre medidas de endurecimento, o governo dos EUA ampliou o escopo de vistos de turismo de 19 para 39 países. Nações como Haiti, Irã, Somália, Sudão e Mali sofreram suspensões parciais ou totais. Cidadãos de cerca de 50 países foram obrigados a deixar depósitos de garantia para emissão de vistos.

As novas regras também incluíram maior exigência de caução para determinados estrangeiros, com valores variados entre US$ 5.000, US$ 10.000 e US$ 15.000, segundo a política de visto vigente. A medida visa dificultar permanência ilegal de torcedores e delegações durante o torneio.

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