- A Copa do Mundo de 2026, com sede no México, Estados Unidos e Canadá, chega já cercada por restrições de imigração impostas pelos EUA.
- A Proclamação 10998 lista mais de trinta países e exige informações como antecedentes criminais e ligação com terrorismo para vistos, o que pode dificultar a ida de torcedores e da imprensa.
- Irã e Haiti enfrentam banimento total, enquanto o Senegal fica sob restrição parcial, com prazos de análise de vistos que podem chegar a doze ou vinte e quatro meses.
- O Irã não mantém relações diplomáticas formais com os Estados Unidos, e o país é classificado como patrocinador de terrorismo; torcedores iranianos e jornalistas estrangeiros não têm entrada facilitada.
- Ainda assim, há isenção específica para jogadores, comissão técnica e pessoas diretamente ligadas às seleções, permitindo a participação na competição.
A Copa do Mundo de 2026 teve início oficialmente nesta quinta-feira, 11, com sedes no México, Estados Unidos e Canadá. A abertura acontece em meio a polêmicas sobre restrições de imigração impostas pelos EUA a cidadãos de países classificados pela ordem executiva de 10998. A medida envolve requisitos de visto mais rigorosos, como antecedentes criminais e ligações com terrorismo.
Segundo o editor de Internacional, Diego Pavão, as regras foram criadas no fim do ano passado. A justificativa é que os países listados não seriam transparentes o suficiente em compartilhar informações sobre vistos solicitados aos Estados Unidos. A lista soma mais de 30 nações, entre elas Irã, Haiti e Senegal, que participam da Copa.
Quem está envolvido e o que está em jogo
Os impactos chegam direto às seleções classificadas para o torneio. Irã e Haiti enfrentam banimento total para viagens aos EUA, enquanto Senegal sofre com restrição parcial, incluindo prazos longos de análise de vistos de 12 a 24 meses. Pavão aponta que essa medida inviabiliza viagens para o Mundial já iniciado.
Irã e Haiti não mantêm relações diplomáticas formais com Washington há décadas, e o Irã é classificado como estado patrocinador do terrorismo. Assim, torcedores iranianos e jornalistas locais não puderam entrar nos EUA, de acordo com a avaliação citada pelo repórter.
Apesar das restrições, houve uma exceção específica para jogadores, comissão técnica e pessoas diretamente ligadas às seleções afetadas, permitindo sua participação na Copa do Mundo. A situação cria um cenário de logística complexa para as delegações.
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