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Infantino comenta restrições migratórias dos EUA e gera controvérsia durante a Copa

Infantino pede calma diante de controvérsias migratórias nos EUA, ressaltando que decisões de imigração cabem aos governos e a Fifa atua nos bastidores

Gianni Infantino, presidente da Fifa, em entrevista coletiva — Foto: Henry Romero/Reuters
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  • O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu calma diante das críticas sobre vistos e restrições migratórias nos EUA que afetam o início da Copa.
  • Ele afirmou que a Fifa não pode decidir políticas migratórias dos países-sede e que está trabalhando para resolver pendências, ressaltando que imigração é competência das autoridades nacionais.
  • Infantino comentou o caso do árbitro somali Omar Artar, cuja entrada foi negada, dizendo ser lamentável e que a entidade busca soluções.
  • O suíço-italiano citou a participação do Irã no torneio como exemplo de esforços para lidar com circunstâncias políticas, destacando a ideia de unir o mundo pelo futebol.
  • A Fifa informou que já vendeu mais de seis milhões de ingressos, com preço inicial de US$ 60, e que a receita é reinvestida no desenvolvimento do futebol.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu calma diante das críticas aos problemas migratórios ligados à Copa do Mundo. Em coletiva antes do jogo de abertura entre México e África do Sul, ele afirmou que a entidade não pode ditar decisões de imigração dos países-sede e que busca soluções para as dificuldades apresentadas.

A controvérsia ganhou destaque após a notícia de que um árbitro somali, Omar Artar, teve entrada negada nos Estados Unidos, apesar de possuir visto válido. Infantino classificou o episódio como lamentável e ressaltou que a Fifa atua nos bastidores para resolver pendências, sem atribuir poderes aos governos.

Perguntas em aberto sobre imigração

O mandatário foi questionado sobre o impacto das restrições de vistos na festa do torneio, que acontece entre 11 de junho e 19 de julho. Autoridades norte-americanas indicaram que Artan teve negada a entrada por supostas ligações com organizações terroristas, cenário que gerou críticas globais.

Apesar das dificuldades, Infantino lembrou que decisões de imigração cabem às autoridades nacionais. Disse ainda que a Fifa busca soluções sem desvirtuar seu papel de organização esportiva e que o diálogo permanece aberto com governos.

Participação de equipes e mensagens de união

O presidente citou a participação do Irã no torneio como exemplo de esforço para lidar com contextos políticos complexos. Reforçou que o futebol pode unir pessoas mesmo diante de tensões geopolíticas, esperando uma atmosfera positiva nos jogos do Irã.

Além disso, Infantino defendeu a gestão de ingressos da competição. A Fifa informou ter vendido mais de seis milhões de tíquetes, com o torneio ampliado para 48 seleções. O dirigente explicou que o preço inicial de 60 dólares é o mais baixo entre esportes de mata-mata.

Finanças do torneio e uso dos recursos

Segundo Infantino, a venda de ingressos segue acima das expectativas, evitando inflação no mercado secundário. A Fifa afirmou que cada dólar arrecadado é reinvestido no desenvolvimento do futebol, justificando a estratégia de precificação.

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