- A Copa do Mundo começou no México com a estreia entre México e África do Sul no Estádio Azteca, cidade sede da abertura.
- A capital viveu protestos e marchas de professores, familiares de desaparecidos e outros grupos, com pelo menos seis manifestações previstas para o dia.
- Acampamentos perto da praça Zócalo levaram ao bloqueio de acessos, mas a área destinada aos torcedores com telão permaneceu aberta.
- Milhares de torcedores enfrentaram longas filas para entrar no estádio; ingressos caros foram apontados, com alguns chegando a US$ 3.000.
- A FIFA defendeu a política de preços, afirmando que os valores estão em linha com grandes eventos, enquanto moradores criticaram os gastos para embelezar a cidade.
O México abriu a Copa do Mundo com festa e protestos. Milhares de torcedores lotaram o Estádio Azteca antes da partida de abertura entre México e África do Sul, marcada para a capital, que sediará o torneio em parceria com EUA e Canadá. A manhã de jogos misturou clima de celebração com tensões sociais presentes na cidade.
No entorno do Azteca, longas filas e entusiasmo dos torcedores conviviam com uma hoje comum pressão social. O estádio, símbolo histórico, recebeu torcedores vestindo verde-escuro, sombreros e instrumentos, enquanto as ruas ao redor mostraram obras de reforma e preocupação com a segurança.
Ao mesmo tempo, a cidade de 9 milhões de habitantes observava um cenário dividido. Grupos de professores, famílias de desaparecidos na guerra ao narcotráfico e outros movimentos realizaram marchas para chamar atenção aos seus temas, elevando a Avenida Paseo de la Reforma a cenário de contato entre celebração esportiva e cobrança social.
Acampamentos e marchas acompanharam a agenda da abertura. Professores vindos de Oaxaca deram início a uma marcha em direção ao estádio, reivindicando melhores salários e reconhecimentos internacionais para suas pautas. Barracas foram instaladas próximo à Praça Zócalo, gerando apreensão sobre o acesso de torcedores ao telão público.
Apesar da mobilização, o acesso aos torcedores se manteve aberto. Muitos moradores optaram por assistir ao jogo em áreas públicas, citando dificuldade com ingressos e o custo elevado. A prefeitura declarou feriado local para facilitar o deslocamento e reduzir impactos no trânsito.
Medidas de segurança e imagem da cidade foram foco de críticas e defesas. Barracadas de aço foram montadas por empresas para prevenir vandalismo ao longo de vias centrais. Em contrapartida, houve apoio à ideia de que a cidade precisa de infraestrutura para acolher o evento mundial.
A FIFA informou que a política de preços dos ingressos segue padrões de grandes eventos esportivos, evitando interferência com o valor de produção. Ainda assim, torcedores consultados relataram gastos elevados, com relatos de ingressos acima de mil dólares.
A relação entre paixão pelo futebol e cobranças sociais define o momento. A abertura destaca a capacidade do México de receber o evento, ao mesmo tempo em que ressalta o debate público sobre educação, segurança e governança local.
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