- O Tribunal de Contas da União determinou que o Ministério do Esporte elabore, em 180 dias, um Plano Nacional de Legado da Copa do Mundo Feminina de 2027.
- O plano deve indicar objetivos, fontes de financiamento e mecanismos de acompanhamento real do legado do torneio no Brasil.
- O levantamento do TCU aponta quatro riscos, incluindo a falta de articulação entre União, estados e municípios e a ausência de diretrizes contra discriminação, assédio e racismo em estádios.
- A Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027 foi aprovada pelo Senado em maio, regulamentando direitos comerciais, operacionais e institucionais do torneio.
- A Copa de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho em oito capitais do país, sendo o primeiro Mundial feminino na América do Sul.
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Ministério do Esporte elabore, em 180 dias, um Plano Nacional de Legado da Copa do Mundo Feminina de 2027. O objetivo é detalhar os objetivos, as fontes de financiamento e os mecanismos de acompanhamento do torneio que acontecerá no Brasil em 2027.
O levantamento do TCU aponta quatro riscos: falhas na articulação entre esfera federal, estados e municípios; ausência de diretrizes para lidar com discriminação, assédio e racismo em estádios; dificuldades na sistematização do planejamento e na definição de cronogramas integrados; e lacunas na implementação de ações de legado social e esportivo.
O ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo, destacou que a efetividade do legado depende de como serão estruturados os planos de ação e os prazos. O relatório aponta ainda necessidade de maior integração entre políticas públicas e ações de impacto para o evento.
Na avaliação do TCU, há lacunas relacionadas à infraestrutura de acolhimento. Foi observado que nenhum dos três grandes estádios da cidade de São Paulo possui Sala Lilás, espaço para acolher mulheres vítimas de assédio ou violência em eventos esportivos; o Maracanã implantou o espaço em 2024, enquanto Castelão e Mineirão ainda não. Essas informações são atendidas como parte do mapeamento para a melhoria da segurança.
Em maio, o Senado aprovou a Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027, que regulamenta direitos comerciais, operacionais e institucionais do torneio, além de reconhecer formalmente as mulheres que defenderam o Brasil nas seleções de 1988 e 1991 com reparação financeira. O marco legal reforça o reconhecimento institucional do evento e de suas participantes.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 está prevista para acontecer entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, com jogos distribuídos em oito capitais brasileiras. A partida de abertura será em 24 de junho, e a final está marcada para 25 de julho, tornando-se o primeiro Mundial feminino sediado na América do Sul.
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