- Armando Mendonça, vice-presidente licenciado do Corinthians, contratou auditoria externa para tentar provar que não desviou materiais da Nike destinados ao clube.
- O Ministério Público denunciou Mendonça por apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação, coação no curso do processo e furto qualificado por abuso de confiança.
- A auditoria encomendada questiona o relatório da gestão do presidente Osmar Stábile, dizendo que a auditoria interna não seguiu normas técnicas do Conselho Federal de Contabilidade.
- Os auditores apontam que o trabalho anterior não teve evidências documentais robustas e criticam a falta de rastreabilidade de dados e depoimentos para sustentar as denúncias.
- Mendonça pediu licença na segunda-feira, dia 8, poucos dias após enfrentar pedido de afastamento cautelar assinado por quinze conselheiros; o clube vive tensão política interna.
O vice-presidente licenciado do Corinthians, Armando Mendonça, contratou uma auditoria externa para tentar comprovar que não desviou materiais esportivos da Nike destinados ao clube. Ele é investigado pelo Ministério Público por suposta apropriação de itens, incluindo 131 peças, além de 19 edições especiais de camisas com patch da NFL, e por supostas ameaças a testemunhas.
O MP denunciou Mendonça por apropriação indébita agravada continuada, tentativa de apropriação indébita agravada, coação no curso do processo e furto qualificado pelo abuso de confiança. O caso envolve acusações de desvio de materiais que seriam destinados ao Corinthians.
A auditoria encomendada por Mendonça contesta um relatório interno da gestão do presidente Osmar Stábile. O documento, produzido pela Villela & Associados, aponta falhas na auditoria interna anterior, realizada por Marcelo Munhões, diretor de tecnologia do clube, e questiona a regularidade técnica do trabalho.
Segundo o relatório da consultoria, as responsabilidades pela auditoria interna não teriam habilitação profissional legal para atuar como auditores internos. Também aponta ausência de evidências robustas, como atas de depoimentos ou rastreabilidade de dados, para sustentar denúncias de má conservação e desvio de materiais.
A avaliação conclui que as alegações de falhas no estoque e na logística são tecnicamente nulas pela falta de comprovação formal e rigor metodológico. Mendonça pediu licença no dia 8, poucos dias após apresentar um pedido de afastamento cautelar assinado por 15 conselheiros.
Entre maio e junho, o Corinthians viveu turbulência interna, com expulsões de ex-presidentes Andrés Sanchez e Augusto Melo por decisão do Conselho Deliberativo. Duilio Monteiro Alves também afastou-se de sócio, enquanto Osmar Stábile enfrenta um pedido de impeachment sem desfecho.
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