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Técnico demitido dois dias antes em 2018 vai à Copa

Deixado sem dirigir a Espanha dois dias antes de 2018, Lopetegui estreia em Copas pelo Qatar, buscando manter o sonho histórico por mérito próprio

Julen Lopetegui, técnico do Qatar, durante amistoso pré-Copa contra a Irlanda
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  • Julen Lopetegui estreia em Copas pelo Qatar amanhã contra a Suíça, às 16h, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, nos Estados Unidos.
  • A estreia ocorre 2.920 dias após o jogo que ele deveria ter comandado pela Espanha em 15 de junho de 2018, quando foi demitido 48 horas antes do início do Mundial.
  • Lopetegui afirmou que a classificação do Qatar foi inédita por mérito e que está animado para a primeira Copa do Mundo como treinador.
  • Ele disse que os rivais têm vantagem técnica no Grupo B, mas pediu personalidade e competitividade para tentar surpreender a seleção suíça, o Canadá e a Bósnia.
  • O espanhol disse que aceitou o cargo motivado pelo sonho de voltar a disputar uma Copa do Mundo e pela chance de levar o Qatar adiante.

Julen Lopetegui estreia em Copas do Mundo oito anos após ser demitido da Espanha, dois dias antes do início do Mundial de 2018. Agora ele comanda o Qatar na Copa de 2026.

O primeiro duelo de Lopetegui na Copa acontece nesta terça, às 16h (horário de Brasília), contra a Suíça no Levi’s Stadium, em Santa Clara, EUA. O técnico destacou em entrevista que a vida lhe devia uma Copa.

A estreia ocorre 2.920 dias depois do jogo que deveria ter comandado pela Espanha, em Sochi, contra Portugal, em 2018. Naquele mês, a cobrança interna levou à demissão 48 horas antes da partida.

Expectativas e leitura do grupo

Lopetegui afirmou que a classificação do Qatar foi mérito do time e histórico para a seleção. Em 2022, o Qatar disputou o Mundial apenas por ser sede, sem etapas anteriores de eliminatórias.

O treinador pediu competitividade sem considerar a condição de azar. Quer manter o sonho vivo, buscando o máximo desempenho possível e aprendizados que fortaleçam a equipe.

No Grupo B, ele reconheceu a superioridade técnica dos adversários, mas pediu personalidade para surpreender. A Suíça é equipe consolidada, Canadá tem potencial, e a Bósnia vem de vencer Itália e País de Gales.

O espanhol afirmou que a chance de voltar a um Mundial pesou na decisão de aceitar o cargo. Disse estar empolgado para viver a Copa com o Qatar e continuar o projeto técnico.

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