- Quinze integrantes da federação iraniana não receberam vistos para entrar nos Estados Unidos, levando a mudança da base de treinamentos para Tijuana, no México.
- Inicialmente a delegação treinaria em Tucson, no Arizona; com o impasse, a preparação foi transferida para Tijuana.
- O supervisor Mahdi Mohammad Nabi criticou publicamente a Fifa e o presidente Gianni Infantino pela coordenação do processo de vistos.
- O caso ocorre em contexto de tensão política entre Irã e Estados Unidos, reforçando a dualidade entre torcedores iraniano‑americanos na região de Los Angeles.
- O Irã compõe o Grupo G da Copa do Mundo, estreia contra a Nova Zelândia, seguido por Bélgica e Egito.
O Irã vive crise logística e diplomática antes da estreia na Copa do Mundo. Parte da delegação não recebeu vistos para os Estados Unidos, o que levou a Federação Iraniana de Futebol a mudar a base de treinamentos de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México. A situação envolve críticas públicas de Mahdi Mohammad Nabi, supervisor da equipe, à FIFA e ao presidente Gianni Infantino, por falha de coordenação no processo de vistos.
Segundo a Reuters, 15 integrantes da federação não obtiveram autorização de entrada nos EUA, o que impactou a preparação da seleção. Mesmo assim, os jogadores conseguiram vistos posteriormente e seguiram para a fase final de ajustes. A mudança de base alterou o planejamento da reta final antes da estreia.
A imprensa acompanhou que parte da equipe de apoio e profissionais de imprensa ficou sem visto, gerando preocupações logísticas. Nabi cobrou publicamente a FIFA, apontando falhas na organização do processo e atribuindo a responsabilidade à gestão da entidade.
O contexto envolve tensões políticas entre Irã e Estados Unidos, o que tornou a preparação mais complexa. A equipe chega ao Mundial com deslocamentos adicionais e restrições de permanência em território americano, exigindo maior atenção à agenda de treinos.
A mudança para Tijuana também modificou o cronograma de atividades da seleção no período que antecede a primeira partida. O grupo precisará gerir deslocamentos para cumprir compromissos ligados ao torneio, mantendo o foco esportivo.
A crise de vistos acende debate sobre a responsabilidade da FIFA na organização da Copa. Segundo Nabi, a entidade deveria ter assegurado a entrada de todos os credenciados de forma coordenada, evitando entraves para jogadores, funcionários de apoio e imprensa.
Além do aspecto esportivo, o episódio repercute entre torcedores iranianos nos Estados Unidos. Em Los Angeles, na região conhecida como Tehrangeles, há cobranças por boicote a jogos ou apoio à seleção, alimentando uma divisão na comunidade iraniana-americana.
O Irã permanece no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A estreia ocorre contra a Nova Zelândia, seguida por confrontos com Bélgica e Egito, na fase de grupos do mundial.
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