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Aura ou karma: de onde vem a veneração pelo número da camisa na seleção

Neymar fica ausente na estreia da seleção; a camisa 10, símbolo de protagonismo, volta a impor expectativa e pressão sobre o elenco

Criança pinta a bandeira do Brasil na rua, parte da decoração para Copa do Mundo
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  • A camisa 10 ficará ausente na estreia da seleção brasileira contra o Marrocos, neste sábado, 13 de junho, no Metlife Stadium, por Neymar estar fora por lesão.
  • Neymar foi confirmado portador da 10 até o fim da Copa no dia 29 de maio; ele não atuava desde 17 de maio devido a uma lesão na panturrilha direita.
  • Com a ausência, a 10 volta a ficar com Vinícius Júnior, que vinha usando a camisa há muitos jogos; ele passa a vestir a camisa 7.
  • A numeração 10 é histórica no futebol, associada a protagonismo e aos melhores jogadores, como Pelé, Maradona, Messi, Zidane, Zico, Kaká e outros.
  • A ideia de que a camisa 10 carrega peso é discutida por especialistas, que mencionam desde a origem da numeração até seu peso simbólico dentro das equipes.

A expectativa em torno da camisa 10 da Seleção Brasileira ganhou novo peso. O atacante Neymar estará ausente da estreia na Copa do Mundo contra o Marrocos, neste sábado (13/6), às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Ele se recupera de lesão na panturrilha direita desde 17 de maio.

Com a confirmação de que manteria o número 10 até o fim da fase final, Neymar não entra em campo desde 17/5. A última vez em que vestiu a dez foi em 17/10/2023, diante do Uruguai, pelas eliminatórias, vitória uruguaia por 2 a 0.

Vini Jr. vinha usando a camisa 10 desde 2023, mas fica com a 7 após a atualização da comissão técnica. A mudança abre espaço para novas cobranças e reforça a evolução do elenco em busca de protagonismo.

A tradição da camisa 10

Historicamente, o 10 ganhou aura por ter sido de Pelé nas Copas de 1958, 1962 e 1970, consolidando o símbolo de maestria. Ao longo dos Mundiais, lendas como Maradona, Messi, Zidane, Platini e Zico também viveram esse peso.

Especialistas destacam que o número ficou associado ao jogador mais destacado do time, independentemente da formação. O peso da 10 varia conforme a percepção de cada torcedor e da história do clube ou seleção.

Para o observador Juca Kfouri, o 10 carrega uma magia quando o jogador é visto como o melhor, ou pelo menos como referência. A leitura do número muda conforme o contexto e a projeção de cada geração.

| Hoje, a camisa 10 ainda carrega traços de decisão e liderança, mesmo com mudanças táticas. A presença de grandes nomes moldou a expectativa dos fãs, que esperam desempenho acima da média quando o uniforme aparece. |

Conteúdo histórico e debates sobre números

A numeração foi consolidada na Copa de 1954, com o 10 atribuído a Pinga, no Brasil. Ao longo dos anos, clubes passaram a influenciar a escolha, reforçando a ideia de que a 10 pode vir carregada de cobrança interna.

A evolução tática do futebol também alterou o significado dos números. Antes, a distribuição seguia posições fixas; hoje, a função em campo tem peso maior que a simples etiqueta das costas. A influência da história permanece presente.

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