- A Copa do Mundo de 2026 pode movimentar até US$ 60 bilhões em apostas esportivas globais, com o Brasil podendo responder por cerca de 10% desse total.
- A edição terá 104 partidas e 48 seleções, sediada por Estados Unidos, Canadá e México, o que amplia oportunidades de apostas pré-jogo e ao vivo.
- O Brasil começou a regulamentação das apostas de quota fixa em 2025; ainda não há dados suficientes para estimar o volume no país durante a competição.
- Pesquisas apontam que 56% dos brasileiros pretendem apostar ou participar de bolões na Copa; entre pessoas de 18 a 24 anos, o interesse chega a 70%.
- A projeção é que o torneio ajude a consolidar o mercado regulado brasileiro e aumente a migração de apostadores para plataformas autorizadas, fortalecendo a arrecadação tributária.
A Copa do Mundo de 2026, que teve início em 11 de junho nos Estados Unidos, Canadá e México, pode movimentar até US$ 60 bilhões em apostas esportivas globalmente. Com o Brasil regulando apostas de quota fixa desde 2025, especialistas estimam que o país chegue a cerca de 10% desse total, ou seja, aproximadamente US$ 6 bilhões.
O aumento do número de seleções e partidas, somado ao mercado regulado brasileiro, sustenta a projeção de recorde de volume de apostas durante o torneio. A competição terá 104 jogos, contra 64 em edições anteriores, ampliando oportunidades de apostas pré-jogo e ao vivo.
Regulamentação e cenário nacional
A Copa de 2026 é vista como o teste de maturidade do mercado brasileiro de apostas regulado, que começou a ganhar forma há pouco mais de um ano. Operadoras autorizadas pelo Ministério da Fazenda buscam atrair novos usuários com maior confiança do público.
Segundo Darren Small, da Sportradar, a receita de apostas pode superar US$ 50 bilhões, mesmo com o Brasil respondendo por uma parcela relevante do volume global. A avaliação é de que o mercado mundial crescerá acima de 50% em relação ao Mundial de 2022.
Otimismo de empresas e caminhos do mercado
Alexander Kamenetsky, da SOFTSWISS Sportsbook, aponta crescimento acima de 60% no volume global em comparação à Copa anterior, podendo chegar a US$ 60 bilhões. Para ele, a ampliação de jogos amplia possibilidades de apostas ao vivo.
Plínio Lemos Jorge, presidente da ANJL, ressalta que ainda não há dados suficientes para estimar o tamanho do mercado brasileiro durante o torneio. Ele alerta que o setor regulado no país é recente e em desenvolvimento.
Expansão de participação e impacto no Brasil
Estudos recentes indicam que 38% dos apostadores brasileiros utilizam plataformas durante Copas, e 56% pretendem apostar ou participar de bolões, com 70% entre jovens de 18 a 24 anos. O regulador e as operadoras acreditam que o torneio ampliará a base de usuários.
Stefano Andrade, CEO da BB Gaming (bra.bet.br), diz que a regulamentação aumenta a confiança dos consumidores e atrairá novos participantes, não apenas apostadores regulares. Marco Tulio, da Ana Gaming, acrescenta que a Copa pode mobilizar público além dos torcedores tradicionais.
Desempenho do setor e perspectivas futuras
Hans Schleier, da Casa de Apostas, atribui o avanço ao amadurecimento do setor nos últimos anos e ao maior conhecimento do público. A expectativa é de que a Copa consolide o mercado regulado brasileiro e promova maior migração para plataformas autorizadas.
Analistas apontam que o torneio pode elevar a arrecadação tributária e fortalecer a publicidade esportiva no país, além de firmar o Brasil como mercado-chave para apostas online durante grandes eventos. A expectativa permanece de resultados positivos para o setor regulado.
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