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Geração Z viu Copas com eliminação do Brasil e o sonho do hexa

Geração Z cresce sem ver a seleção campeã; esperança de hexa em 2026 convive com memórias de eliminações, incluindo o 7 a 1

Torcedores que cresceram vendo Neymar, memes do 7 a 1 e eliminações querem descobrir como é estar do lado vencedor da história
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  • Geração Z cresceu assistindo eliminações da seleção em Copas anteriores, incluindo o 7 a 1 contra a Alemanha e a derrota de 2014.
  • Bel Kotscho, 20 anos, e Eduardo Barone, 18, lembram que nunca viram o Brasil campeão e associam o penta de 2002 a um universo distante.
  • Há expectativa de que a Copa de 2026 encerre o jejum de títulos, marcado por um intervalo de vinte e quatro anos desde o último título olímpico de 2002, com crença de que pode chegar.
  • Atletas jovens de base e profissionais relatam ter vivido a ausência de conquistas mundial: jogadores como Vítor Figueiredo, Carlinhos Júnior e Arthur carregam memórias de derrotas anteriores.
  • Na área feminina, Lorena Correa, de quatorze anos, participa do projeto Meninas em Campo, que já levou mais de mil e quinhentos jovens ao futebol e encaminhou dezenas a clubes de alto rendimento.

Entre o 7 a 1 e o sonho do hexa, geração Z acompanha Copas sem ver o Brasil campeão. Jovens cresceram ouvindo memes, eliminações e histórias de títulos passados, esperando estar do lado vitorioso da história.

Bel Kotscho, 20 anos, vive nos Estados Unidos e estuda na Rider University. Ela é atacante universitária e comentarista do podcast Dibrano. Mesmo sem ver o hexa, acompanha futebol desde a infância.

A lembrança da Copa de 2014 é a primeira que Bel guarda. O torneio lhe deixou cicatrizes ao não ver a final, e o jogo contra a Alemanha terminou 7 a 1. Ela lembra de ter ido à casa da avó e não acompanhar o fim do jogo.

Eduardo Barone, 18, aluno do Colégio Porto Seguro, recorda a goleada de 2014 ainda jovem. Ele relembra o momento de assistir ao jogo e a decepção que ficou marcada na memória de quem vivia a Copa no Brasil.

Bel não viu a seleção campeã, mas diz que a paixão pelo futebol não foi interrompida. Ela relata que o pentacampeonato parece distante, porém a esperança permanece entre a geração atual.

Maria Clara Almeida, de 26 anos, publicitária, diz que a Copa muda o comportamento. Mesmo sem acompanhar o futebol com frequência, ela busca vivenciar o frenesi coletivo que a competição provoca.

Bel acredita que o ciclo atual pode sinalizar tempo de retomada. Ela aponta o intervalo de 24 anos entre títulos como indicativo de coincidência histórica e mantém a esperança de ver o time vencer.

Trauma compartilhado entre jogadores e fãs

Esmeralda Barros Schiesari, 16 anos, observa que o penta existe mais como lenda do que como experiência pessoal. A jovem conhece a história pela memória de outros, vídeos e retrospectivas.

Para muitos atletas, o jejum de títulos atinge também a memória. O ala Luís Henrique, da Inter de Milão, nasceu em 2001 e ouve histórias da família sobre aquele momento.

Vitor Figueiredo, meia do sub-20 do Palmeiras, lembra-se da estreia de 2014 contra a Croácia. A memória é positiva, ainda que envolta pela narrativa do período.

Carlinhos Jr., atacante do Juventude, relembra a Copa em casa com a família ao redor. A memória é marcada por afeto, mais do que pelo título em si.

Novo espírito entre as bases

Os jovens da base vivenciam o jejum sem a mesma experiência direta. A equipe brasileira de base aponta que muitos nunca viram a seleção principal vencer uma Copa, mas acompanham a trajetória de preparação e seleção.

Arthur, lateral do Bayer Leverkusen e atualmente o único brasileiro no elenco alemão citado no material, diz não ter vivido o título, mas confia que há tempo para uma conquista futura. Ele pretende estar presente.

Meninas no futebol, outra geração em ascensão

Lorena Correa, do sub-15 do projeto Meninas em Campo, representa a nova geração que atua para ampliar oportunidades no futebol feminino. O projeto já atendeu mais de 1.500 participantes e formou 43 atletas para clubes de alto rendimento.

A professora Adriana Tuono, coordenadora do Meninas em Campo, destaca que o objetivo é oferecer condições para que meninas moldem seus próprios projetos de vida dentro e fora do esporte.

Lorena recorda a Copa do Mundo Feminina de 2019 como marco inicial de percepção. Ela lembra a decepção com a eliminação nas oitavas, mas destaca a satisfação de ver o Brasil com presença constante e expectativa de título futuro.

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