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Pausa para hidratação é medida mínima de proteção, avaliam especialistas

Pausas obrigatórias de três minutos por tempo são proteção mínima contra calor extremo na Copa do Mundo de 2026

Protocolo da Fifa prevê duas interrupções de três minutos por partida
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  • A Copa do Mundo de 2026 terá pausas obrigatórias de hidratação de três minutos em cada tempo, totalizando duas interrupções por jogo.
  • As chamadas cooling breaks passam a ser determinadas pela FIFA, independentemente da temperatura, desvinculando a decisão da arbitragem.
  • Cientistas alertaram para riscos de calor extremo nas cidades-sede (Canadá, Estados Unidos e México), com avaliação de 104 partidas previstas.
  • Cerca de um quarto dos jogos pode ocorrer a 26 ºC de WBGT ou mais; em cinco partidas, esse índice pode passar de 28 ºC, considerado perigoso.
  • Especialistas dizem que as pausas protegem players e reduzem dependência de decisões subjetivas, facilitando hidratação, resfriamento e monitoramento de sinais de exaustão.

O protocolo da Fifa para a Copa do Mundo de 2026 prevê pausas obrigatórias de hidratação durante as partidas. São duas interrupções de três minutos, uma em cada tempo, chamadas cooling breaks, independentemente da temperatura.

A medida visa reduzir riscos de saúde em condições de calor extremo, avaliadas como um desafio mesmo para atletas de alto nível. A decisão partiu de análises de especialistas em clima, saúde e esporte e de alertas científicos dirigidos à entidade.

Decisão tomada após alerta científico

Cientistas estudaram cenários de calor nas cidades-sede (Canadá, EUA e México) para as 104 partidas previstas. Observou-se que cerca de um quarto dos jogos pode ocorrer com WBGT igual ou superior a 26 ºC, e cinco jogos podem superar 28 ºC, níveis considerados perigosos.

Para Carla Tavares, médica do esporte, as pausas representam proteção mínima diante da variedade de condições de jogo. O protocolo reduz a subjetividade na tomada de decisão durante o jogo.

Por que o calor preocupa?

O WBGT combina temperatura, umidade, radiação solar e vento para estimar o estresse térmico. Em alta umidade, a evaporação do suor fica prejudicada, dificultando a dissipação de calor. A radiação solar e o vento baixo também agravam o esforço fisiológico.

Paulo Zogaib, médico do Hospital Sírio-Libanês, explica que apenas parte da energia produzida pelo corpo vira calor utilizável; o restante precisa ser dissipado, o que fica mais difícil em condições quentes.

Benefícios reais das pausas

As pausas permitem reposição de líquidos e aplicação de resfriamento, como toalhas frias em zonas com grande fluxo sanguíneo. A interrupção reduz o esforço físico e facilita a observação de sinais de exaustão por parte da equipe médica.

Segundo especialistas, a hidratação adequada também pode influenciar funções cognitivas importantes para o desempenho, como tomada de decisões e tempo de reação.

E os torcedores?

Além dos jogadores, o cuidado com a hidratação também se estende aos torcedores, especialmente em eventos abertos e estádios. A gestão do calor busca evitar desmaios e necessidades de atendimento médico durante as partidas.

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